<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-16367174</id><updated>2011-12-15T00:07:49.269-03:00</updated><title type='text'>Altiplano</title><subtitle type='html'>O blog do bairro mais "agitado" de Jampa</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://altoeplano.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altoeplano.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Big_DJouse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653255779685769646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>28</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16367174.post-6805470050699291644</id><published>2007-06-19T01:52:00.000-03:00</published><updated>2007-06-19T01:53:13.092-03:00</updated><title type='text'>Mudando de endereço</title><content type='html'>Este site aqui mudou-se:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://contosdaterraalta.wordpress.com/"&gt;http://contosdaterraalta.wordpress.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corram para lá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16367174-6805470050699291644?l=altoeplano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://altoeplano.blogspot.com/feeds/6805470050699291644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16367174&amp;postID=6805470050699291644&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/6805470050699291644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/6805470050699291644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altoeplano.blogspot.com/2007/06/mudando-de-endereo.html' title='Mudando de endereço'/><author><name>Big_DJouse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653255779685769646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16367174.post-2497368462957027159</id><published>2007-03-21T15:28:00.000-03:00</published><updated>2007-03-21T15:31:04.595-03:00</updated><title type='text'>Contos da Terra Alta – Capítulo XIV</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;Já dissemos que a Terra Alta é um lugar fantástico, mas ainda não dissemos que ela é um berço incrível para as maiores lendas que a humanidade já criou. Muitos estudiosos já comprovaram que boa parte dos mitos que conhecemos hoje foram originados pela antiga sociedade autista que, por modéstia, nunca exigiu direitos de copyright.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E entre os estudiosos, e fora deles também, é consenso que a Terra Alta possui dois heróis bastante venerados dentro de sua mitologia. O segundo mais louvado é Barbimedes, que, numa pequena enumeração de seus feitos mais incríveis estão a construção das sete maravilhas do mundo, a descoberta do fogo, a invenção da roda, a construção da arca de Noé, da Pequod e da Argos (ele era muito bom em construir barcos), o achado do santo graal, a descoberta da América, a ida do homem à lua, e é claro, os seus famosos 13 trabalhos. Bem, não tão famosos, já que na versão grega são apenas 12, e estes são feitos por Hércules. Mas historiadores garantem que o 13º trabalho existe sim, e foi a incrível saga de Barbimedes para acabar com todo o estoque de hidromel de um grande rei, bebendo barril por barril para que o seu amigo monarca não sucumbisse ao alcoolismo de que era vítima (mais histórias sobre Barbimedes podem ser encontradas no incrível Guia do Mochileiro da Terra Alta, peça já o seu!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, o primeiríssimo herói das lendas autistas é o venerável Manoé. Seu único feito foi ser o único jogador de dominó autista a conseguir realizar a mais incrível jogada: a Royal Goddish “How-He-Fuck-Did-It?” Quadrada. De acordo com a lenda, essa jogada, realizada no torneio em duplas, consiste em alguém ganhar sozinho, fazendo todos da mesa passar suas rodadas, encerrando com uma quadrada*. Isso tudo sem ao menos ver suas próprias peças. Muitos dizem que é impossível, e que somente um grandessíssimo sortudo poderia realizar tal proeza. Mas os integrantes da Venerável Seita do Grande Deus 1ao6 garantem que Manoé era um profeta, e que somente profetas do Grande 1ao6 podem realizar a santa jogada. A verdade é que o mito desse herói tem uma força tão grande que passou a ser o ano 0 do calendário autista. Já o torneio que ele ganhou passou a ser o campeonato número 0, não porque Manoé participou dele, mas sim porque os organizadores já haviam perdido a conta de quantos torneios foram realizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Frôxo estava nervoso, como sempre nestes últimos dias. Também não era para menos: todos os olhares do mundo autista estavam voltados para ele. Naquela manhã mesmo recebera convites para fazer comerciais, assinar um contrato para um filme, escrever uma autobiografia e ser um alto sacerdote da Venerável Seita do Grande Deus 1ao6. Claro que havia motivos menores para seu costumeiro nervosismo, como por exemplo, a possibilidade de Você-Sabe-Quem estar atrás dele e de descobrirem a trapaça que Blue fez com os dois bêbados. Sem falar do Anel Alheio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas olheiras pela falta de sono estavam bem visíveis. Dentro do vestiário, ouvia os abafados gritos da multidão ensandecida. Imaginava de que modo acabaria morto naquele dia. Blue olhou para ele e tentou animá-lo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Qué isso rapaz! Que cara é essa? Só falta mais um jogo. Ganhamos esse e já era!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frôxo fitava o horizonte, com o olhar torpe de quem já contemplava o além-túmulo. Blue segurou seus ombros, encarou bem nos seus olhos e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Escuta aqui, eu odeio admitir isso, mas lá vai: você é o gênio desta dupla. Você nos trouxe sozinho até aqui. Se você não jogar do jeito que fez até agora, não vamos ganhar. Por isso eu preciso de você aqui, agora. Entendeu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frôxo, admirado pela declaração de Blue, perguntou com uma voz sumida e emocionada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pôxa Blue, é sério?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro que não, ô paspalho! Você só está na dupla porque Barangorn não gosta de dominó e preferiu ficar lá no hotel, dormindo. Mas façamos de conta que você é importante e vamos lá fora terminar o jogo. Ok?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frôxo engoliu em seco. Minutos depois ele se viu na quadra, sob os olhares e aplausos calorosos da multidão. Ele nem sequer prestou atenção quando Jubolf e Uskabba entraram e o locutor anunciou as duas duplas. Sentia seu estômago se revirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Frôxo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Blue deu-lhe um tapa na nuca e mandou ele sentar-se no seu lugar. A multidão delirava, entoando seus gritos para o grande Zé Pequeno. A final estava para começar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;No camarote mais caro do estádio, Mestre dos Magos bebericava o drink mais caro do cardápio e aguardava pacientemente por notícias do seu assistente. Ele não conseguira criar nenhum plano bom o suficiente para tomar o troféu para si e estava dependendo exclusivamente das informações que o inútil ficara encarregado de encontrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando já imaginava qual maldição iria lançar no infeliz, eis que seu assistente entra de súbito no camarote:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Consegui, senhor!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Conseguiu o quê, centopéia bípede?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- As informações que o senhor precisava. Estes dois Zés que estão na final não passam de impostores. A dupla real está até agora na taverna da praça, bebendo sem parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Era tudo o que precisava. Mumurrárrárrárrárrárrárrárrei!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Há há há há!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Do que está rindo, mariposa besuntada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nada, meu senhor. Estava apenas o acompanhando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, fora daqui, sua hiena mórbida!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;***&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O juiz acabara de explicar as regras e mandara iniciar a partida. Todos os jogadores viraram suas peças, para conferir se tinham a peça inicial, a dupla de seis. Menos Frôxo, é claro. De tão nervoso que estava, pegou uma peça qualquer e colocou no centro da mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que diabos está fazendo, imbecil? – gritou-lhe Blue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas era tarde demais. O juiz sentenciou que a peça fosse virada e que, se não fosse a correta, penalizaria Frôxo pela jogada. Blue, já irritado, virou a peça e, para a surpresa de todos, era a dupla de seis. Não fosse o suficiente, Jubolf, Blue e Uskabba passaram sua vez, já que não tinham nenhuma peça para jogar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oh!!! – Gritou toda a multidão, maravilhada. Frôxo havia começado, sem querer, uma Royal Goddish “How-He-Fuck-Did-It?” Quadrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Blue não estava gostando daquela idéia. Era verdade que Frôxo tinha sido abençoado com uma sorte fora do normal desde que começara o torneio, mas tentar uma jogada como aquela era insanidade. Ele gritou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Frôxo, idiota! Vira as malditas peças! Olha teu jogo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, logo em seguida, o juiz, que tinha uma voz bem grave e intimidante, ordenou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sua vez! Joga!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frôxo obedeceu instantaneamente, por puro instinto. Pegou novamente uma peça qualquer e colocou na mesa. Dessa vez Jubolf a virou e nova surpresa: a jogada foi legítima, e mais uma vez os três passaram seu turno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esta cena se repetiu por mais três vezes. Todo o estádio estava em pleno silêncio. Era um momento incrível, único, histórico e para muitos, até mesmo sagrado. Nunca ninguém chegara tão longe em tentar repetir a proeza do lendário Manoé. Frôxo já tinha gravado seu nome na história da Terra Alta. Bem, não exatamente seu nome, mas de qualquer forma, ele já se igualava aos maiores heróis daquele mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Q-Que aconteceu?? Eu joguei errado? Porque vocês não jogam? – perguntou Frôxo, alarmado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- JOGA! – gritou o juiz, empolgadíssimo com o jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frôxo, com o susto, soltou sua última peça, que ainda caiu com sua face virada. Então o juiz, lentamente, começou a virá-la. Ninguém sequer respirava neste momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- QUADRADA! É UMA QUADRADA!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos    foram ao delírio. Zé Pequeno, integrante prodígio da dupla Zé &amp; Zé, acabava de ganhar sozinho o torneio anual de dominó autista. E a vitória veio com uma incrível Royal Goddish “How-He-Fuck-Did-It?” Quadrada. Ele seria lembrado por várias e várias gerações, depois daquele feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frôxo não entendia o que estava acontecendo. Jubolf e Uskabba o ergueram, e o conduziram para o podium, já armado ali perto. Blue estava levemente irritado. Todos no estádio gritavam freneticamente seu nome, quer dizer, o nome de Zé Pequeno. O locutor falava algo sobre uma jogada impossível, histórica, lendária e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo depois ele se viu no podium sozinho, com uma coroa de louro na cabeça e um enorme troféu em mãos. Era como se a profecia do mago estivesse se cumprindo, mas totalmente ao inverso. Mas Frôxo não pôde aproveitar sua glória por muito tempo. Enquanto dava sua característica série de risos nervosos para a multidão, eis que uma voz sobressai dentre as outras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Guardas!! Prendam este homem! Ele é um farsante!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos se viram para encarar o blasfemador. Era nada mais, nada menos que o próprio Mestre dos Magos. Ninguém ousaria contestar uma ordem sua. Frôxo estava então em uma bela enrascada. Como iria se livrar? Contaremos no próximo capítulo, é claro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Quadrada: significa jogar sua última peça, com os dois valores idênticos, e este mesmo valor se repetir nas duas pontas do jogo. Exemplo: as pontas do jogo possuem ambas o número 2, e a última peça que você joga é a 2x2.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16367174-2497368462957027159?l=altoeplano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://altoeplano.blogspot.com/feeds/2497368462957027159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16367174&amp;postID=2497368462957027159&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/2497368462957027159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/2497368462957027159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altoeplano.blogspot.com/2007/03/contos-da-terra-alta-captulo-xiv.html' title='Contos da Terra Alta – Capítulo XIV'/><author><name>Big_DJouse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653255779685769646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16367174.post-8506259455583527687</id><published>2007-02-06T08:06:00.000-03:00</published><updated>2007-02-06T08:07:41.377-03:00</updated><title type='text'>Promessas de político</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Não se preocupem, eu não desisti de escrever o resto do CTA. Termina-lo-ei, é questão de honra. Só não tenham pressa. =)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16367174-8506259455583527687?l=altoeplano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://altoeplano.blogspot.com/feeds/8506259455583527687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16367174&amp;postID=8506259455583527687&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/8506259455583527687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/8506259455583527687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altoeplano.blogspot.com/2007/02/promessas-de-poltico.html' title='Promessas de político'/><author><name>Big_DJouse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653255779685769646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16367174.post-116879604500279506</id><published>2007-01-14T14:26:00.000-03:00</published><updated>2007-01-14T14:34:05.013-03:00</updated><title type='text'>Só pra saber</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Aê, tem alguém acompanhando o CTA? Mesmo com todos os atrasos? Levantem a mão, se você ainda quer saber onde vai parar essa história. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16367174-116879604500279506?l=altoeplano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://altoeplano.blogspot.com/feeds/116879604500279506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16367174&amp;postID=116879604500279506&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/116879604500279506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/116879604500279506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altoeplano.blogspot.com/2007/01/s-pra-saber.html' title='Só pra saber'/><author><name>Big_DJouse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653255779685769646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16367174.post-116001852429728863</id><published>2006-10-05T00:16:00.000-03:00</published><updated>2006-10-05T00:22:04.376-03:00</updated><title type='text'>Contos da Terra Alta - Capítulo XIII</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;– E se não fosse minha jogada, Frôxo não teria encaixado aquela quadrada!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Blue contava todos os lances do dia para Barangorn, que tinha decidido passar todo o seu tempo no conforto do hotel. É claro que o rato alterava um pouquinho a história a seu favor, mas Barangorn, assim como todo mundo, sabia que ele era na verdade um peso morto na dupla.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– I aminhã é a final?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– É sim. E a partida está praticamente ganha.  Veja as possibilidades, Bara (Posso te chamar assim, né meu chapa?). Torneios e mais torneios. Prêmios e mais prêmios. Mulheres. Ah sim, cederei algumas entrevistas e contratarei uma equipe de marketing. Comerciais e quem sabe uma carreira no cinema...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;No seu delírio, Blue já abraçara Barangorn e passava a mão pelo horizonte, como se estivesse lendo seu nome em um letreiro imaginário. Barangorn achou melhor mudar o assunto:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– Homi, i ondi tá Frôxu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– Ah, aquele babaca tá no bar do hotel se embriagando com leite. O coitado quase não agüentou a pressão destes últimos dias. Mas daqui a pouco já volta, mandei ele se segurar na bebida, afinal amanhã é o meu dia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Neste exato momento, alguém bateu à porta. Blue completou, enquanto ia abrindo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– Não disse? Só espero que ele tenha me escutado e...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Blue se assustou com a cara sorridente de Uskabba e o vulto de Moisés com um chapéu ridiculamente pontudo que estava logo atrás dele. Uskabba então falou da sua maneira irritantemente tranqüila:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– Olá, meu jovem. Podemos entrar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– Hã? Quê... O quê é que vocês estão fazendo aqui?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– Só queremos conversar um pouco.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– Conversar? Já sei, vocês vieram me comprar!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– De maneira alguma meu jovem. Viemos deixar-lhe a par de um grave problema que poderá afetar a todos nós se não nos unirmos e...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– Rá rá rá!! Essa é boa! Ta me achando com cara de idiota? Não adianta vir com conversa mole. Eu sei! Vocês querem ganhar de qualquer jeito e estão tremendo de medo da minha genialidade no dominó. Mas não adianta, porque... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento, Blue teve um leve vislumbre do lendário poder de persuasão e educação que Jubolf, o vulto de Moisés que ali estava, possuía. Em uma lenda bastante difundida, Jubolf, alguns séculos antes de ingressar no campo da magia, teria sido um mero professor de etiqueta e oratória na Torre de Guadalópez. Não havia nenhuma confirmação nos bancos de dados do RH da Torre, muito menos pelo próprio. Apenas a certeza que, por algumas demonstrações como a que Blue presenciava no momento, ele poderia ter sido o melhor professor de etiqueta e oratória já visto:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– CALA ESSA MALDITA BOCA E DEIXA A GENTE ENTRAR, RATO DOS INFERNOS! SENÃO VOU FRITAR O SEU RABO DE UMA MANEIRA QUE DEIXARÁ ZEUS COM INVEJA, ENTENDEU?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Blue não soube se foi a voz tonitruante do mago ou as faíscas elétricas que começaram a brotar do seu cajado que o persuadiu de uma maneira tão rápida. Ele apenas se viu convidando os dois a entrar e a sentarem-se no espaçoso sofá da sala, enquanto ia preparar um café. Barangorn, que já conhecia os dois desde muito tempo, não ficou surpreso por vê-los e perguntou o que os trazia até ali. Afinal, revê-los era apenas sinal de que algo errado estava acontecendo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Não ainda acontecendo, adiantou Jubolf, mas na iminência de acontecer. Precisamos nos antepor aos eventos. O outro tolo está chegando, vamos esperá-lo para deixar tudo às claras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Depois de alguns segundos, a porta se abre. Frôxo, ainda sem se dar conta da presença das visitas, entrou e perguntou:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– Blue, acaso você sabe o que é uma quadrada??&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Só então, quando passou os olhos pela sala, viu o mago e o elfulera.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– Ah, olá... O que fazem aqui?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– Sente-se e escute com atenção – disse simplesmente Jubolf.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Quando todos estavam na sala confortavelmente sentados, o velho mago começou a contar a história:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– Há muito, muito tempo atrás, quando Você-Sabe-Quem andava livre pela Terra Alta, ele teve uma idéia maligna. Naqueles dias, o maldito era amigo de todos, até finalmente todos se darem conta do terrível engano que cometiam ao ofertar-lhe aquela amizade. Pouco a pouco os autistas cortaram suas relações com Você-Sabe-Quem. O último deles, porém, teve um destino infeliz. Quando o pobre autista disse ao Mentiroso que não queria mais sua amizade, Você-Sabe-Quem enlouqueceu. Matou-o com uma mentira terrível e roubou-lhe um anel dourado que ele trazia na mão esquerda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;“Pouco depois, ainda ensandecido, o maldito foi até a caverna de Mordor e proferiu uma mentira tão grande que, segundo diz a lenda, o vento recusou-se a levar para os quatro cantos do mundo. A mentira ainda ecoa naquela caverna, capaz de matar quem a escute. Nesse mesmo lugar, Você-Sabe-Quem lançou uma maldição naquele anel, uma maldição que obrigaria todos os autistas a serem seus amigos novamente. E, para confirmar sua intenção maligna, ele gravou os versos dessa maldição no Anel Alheio.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Solenemente, Uskabba começou a recitar os versos da maldição:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;“Um anel para todos me amar, Um anel para encontrá-los,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Um anel para a todos trazer e na minha amizade aprisioná-los&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;   &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Na Caverna de Mordor onde as mentiras espreitam.”&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Frôxo e Blue tremeram diante aquela citação terrível. Um trovão ecoou lá fora, fazendo Frôxo pular da poltrona.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– Rá rá rá! Eu adoro esse efeito! – falou Jubolf, sorrindo como uma criança que pregara uma peça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– Foi você quem...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– Sim, mas me deixe continuar a história.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;“Logo após isso, Você-Sabe-Quem conseguiu uma breve, mas massiva vitória. Ele realmente começou a conquistar a amizade de milhares de autistas. Foi preciso uma forte união entre magos, elfuleras e homens e uma grande guerra para que finalmente conseguíssemos parar o maldito. Em uma grandiosa batalha, o grande rei Baranbaragorn decepou o dedo que continha o anel, aniquilando os poderes de Você-Sabe-Quem... por um certo tempo. O grande rei (sim, seu estúpido, era o tetra-penta-avô de Barangorn, não me interrompa mais!) reclamou para si o Anel, e ao invés de destruí-lo para todo o sempre, decidiu guardá-lo.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Blue fez menção em se levantar:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– Espera aí que vou beber água. Não continua a história sem mim!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– Sossegue esse rabo nesta cadeira, se não quiser que um daqueles trovões exploda sua maldita cabeça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;“Não tardou para que o grande rei começasse a contar mentiras. E de mentiras partiu para a obsessão por amizades. E então iniciou-se outra guerra, e mais outra e mais outra, sempre sob a influência do Anel. Até que a história se perde sobre o destino final do Anel. Talvez ele tenha ficado perdido por um bom tempo, mas infelizmente, só até agora.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– O que você quer dizer? – perguntou Frôxo, de olhos esbugalhados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– O que eu quero dizer é que o Anel voltou! Talvez estivesse tirando férias, sei lá. O que importa é que ele voltou, e com certeza reclamará pelo seu verdadeiro dono.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– O carinha que Você-Sabe-Quem matou?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– Não, seu demente! Você-Sabe-Quem em pessoa!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– Mas o anel não era do carinha?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– Não! Quer dizer, era! Ora, cale-se! O que finalmente quero dizer é que a merda do Anel está atachado ao troféu deste maldito torneio. E é por isso que precisamos ganhar o torneio, caso contrário o Anel cairá em mão erradas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– Rá! Finalmente! – atalhou Blue – A máscara finalmente caiu! A história é muito boa, mas você realmente acha que iríamos acreditar? Você só quer levar o torneio no bico, só isso!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– Vocês podem ganhar o torneio, só queremos o troféu. – explicou Uskabba.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– Nem uma coisa nem outra! O troféu será nosso! Se quiser ele, que ganhe a partida!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Jubolf levantou-se. Sabia que aquela discussão seria inútil. Caminhou até a porta e disse:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– Você está cometendo um grave erro, pequeno rato.  Nós não somos seus inimigos. E “ele” não morreu soterrado naquela montanha junto de Flautulos. Você-Sabe-Quem virá para reclamar sua amizade com ele – apontou para Frôxo – e aí eu quero ver o que vocês irão fazer. Sua única esperança, meu jovem, é a destruição do Anel.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;E então saiu furiosamente. Uskabba saiu logo atrás, mas ainda olhou para eles e deu de ombros:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– Às vezes acho que ele é só um velho maluco. Mas, por favor, pensem no que falamos. Até amanhã, no torneio, meus caros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;E, fazendo uma mesura, se retirou dali, deixando Frôxo e Blue com cara de aparvalhados. Barangorn, antes de se recolher, deu sua preciosa opinião:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– Às vêis Jubôfo teim razaum. Bua nuite.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Frôxo perguntou a Blue:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– E se ele estiver certo, Blue?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– Bah, isso tudo é bobagem! Esquece isso e se concentra pra amanhã, Frôxo. Eu vou dormir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Frôxo tentou dormir naquela noite, mas não conseguiu. O pensamento de que Você-Sabe-Quem viria atrás dele contribuiu muito para sua insônia. O que ele faria? O que ele devia fazer? Saberemos apenas no próximo capítulo, onde finalmente ocorrerá a grande final do torneio. Sim, a final será realmente no próximo capítulo. Aguardem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16367174-116001852429728863?l=altoeplano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://altoeplano.blogspot.com/feeds/116001852429728863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16367174&amp;postID=116001852429728863&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/116001852429728863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/116001852429728863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altoeplano.blogspot.com/2006/10/contos-da-terra-alta-captulo-xiii.html' title='Contos da Terra Alta - Capítulo XIII'/><author><name>Big_DJouse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653255779685769646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16367174.post-115448970558122269</id><published>2006-08-02T00:32:00.000-03:00</published><updated>2006-08-02T00:35:05.613-03:00</updated><title type='text'>Contos da Terra Alta - Capítulo XII</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Finalmente, após algumas horas de atraso, começou o torneio. Um telão armado próximo das arquibancadas, equipado com os últimos recursos da magia eletrônica, mostrava cada lance emocionante das partidas que se desenrolavam no estádio. É claro que os torcedores, como bons autistas, também se valiam da fofoquiromancia para saber exatamente o que estava acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Frôxo, como de costume, estava nervoso, rindo sem parar. Ele e Blue fariam a ultima partida daquela fase, que já era uma eliminatória. Após revisar as lições que Uskabba tinha lhe passado sobre o jogo, ele descobriu que esquecera todas. Bastava agora apelar para a sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;– É só jogar as peças com o número de pontos iguais aos da mesa, Frôxo. Não tem erro – explicava Blue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;– Certo. Número igual, joga a peça. Número igual, joga a peça. Número igual... – e assim Frôxo seguiu para seu lugar à mesa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;A primeira partida era contra uma dupla inexpressiva. Blue estava confiante. Jogava aquilo desde garoto, praticamente conhecia o segredo das peças. Era bem verdade que Frôxo nunca havia jogado, mas esse ínfimo detalhe não iria lhe atrapalhar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Com tudo pronto, deram início à partida. Depois de duas, três rodadas, não demorou muito para Blue perceber o quanto se enganara. Frôxo parecia jogar a favor dos adversários. Ele tremia e mal conseguia segurar suas peças. Quando jogava, sempre prejudicava Blue. Desse modo, a partida já estava quase no fim, e todos estavam certos que a dupla Zé &amp; Zé sairiam logo no começo do torneio. Até que aconteceu um milagre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Frôxo, pelo jeito que estava jogando, sabia que a profecia do mago iria acontecer palavra por palavra, e não o inverso como Uskabba insistiu em lhe fazer acreditar. Esse pensamento somente o deixou mais nervoso, e por conseqüência, sua tremedeira aumentou.  Isso fez uma das peças em sua mão cair, com a face dos números para cima. O juiz, que estava de olho no lance, setenciou:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– Você é obrigado a jogar esta peça agora.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– Mas eu ia jogar outra...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Blue mal acreditou quando viu a peça. Era o número que precisava para retomar a vantagem. Quase não se conteve:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– Joga Frôxo! Joga! Pelo amor de Deus! Obedeça ao juiz!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;O juiz acabou mostrando um cartão amarelo para Blue, pois este pediu por uma peça. Mas ainda assim não voltou atrás e exigiu que Frôxo jogasse a peça que tinha caído na mesa. Frôxo, sem mais o que fazer, obedeceu. Com essa jogada eles viraram o jogo milagrosamente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;A multidão foi ao delírio. Todo mundo aplaudiu aquela vitória incrível. Daquele momento em diante a dupla Zé &amp; Zé começou a liderar o torneio e virou a preferida da torcida. Apelidaram Frôxo de Zé Pequeno (já que ele era baixinho) e Blue de Zé Gabiru. Começaram a surgir histórias de como o tal Zé Pequeno iniciou o torneio perdendo, para que, na hora da virada, deixasse teatralmente cair sua peça vitoriosa e liquidasse a primeira dupla.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Frôxo mal podia acreditar. Qualquer peça que jogasse, mesmo sem entender nada da partida, acabava criando uma jogada incrível. Blue já estava irritado com um boato que surgia sobre Zé Pequeno ser o cérebro da dupla. Mas o fato é que, depois de dois dias de partidas, estavam na final do torneio. E a dupla que iriam enfrentar era, nada mais, nada menos que Jubolf &amp; Uskabba.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Havia somente uma pessoa que não estava satisfeita com o desenrolar do torneio, além das duplas derrotadas, é claro. Mestre dos Magos, dentro da sua habitual suíte mais cara, do hotel mais caro da Capital da Praça, fumava seu habitual charuto mais caro e dava sua habitual bronca no seu assistente:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– Está vendo seu imbecil? Olha só a desgraça que me aconteceu! Agora como vou conseguir o um Anel, sua foca vesga?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– Não se preocupe senhor, eu darei um jeito de convencer a dupla vencedora...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– Você dar um jeito? Você não dá jeito nem em você mesmo, seu ornitorrinco alado! Descubra o que puder sobre esses Zés. Tenho certeza de que eles irão ganhar o torneio. Eles não são iniciantes, como você, seu demente iletrado, me fez acreditar. Eu quero algo sobre eles que possa usar ao meu favor, entendeu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– Sim, senhor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– Ótimo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– ...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– O que está esperando, sua morsa leprosa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– Nada, senhor. Estou partindo imediatamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Mestre dos Magos já não lhe dava mais atenção. Estava tramando planos que iam do B ao Z, caso seu assistente não conseguisse alguma informação importante. E principalmente, sonhava com o poder do Anel Alheio em suas mãos:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;– Mumurrárrárrárrárrárrárrárrei!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;E assim, com essa risada maligna, terminamos este capítulo. Aguardem o próximo, onde finalmente o Torneio Anual de Dominó Autista elegerá sua dupla vitoriosa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16367174-115448970558122269?l=altoeplano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://altoeplano.blogspot.com/feeds/115448970558122269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16367174&amp;postID=115448970558122269&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/115448970558122269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/115448970558122269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altoeplano.blogspot.com/2006/08/contos-da-terra-alta-captulo-xii.html' title='Contos da Terra Alta - Capítulo XII'/><author><name>Big_DJouse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653255779685769646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16367174.post-114885878810920149</id><published>2006-05-28T20:22:00.000-03:00</published><updated>2006-05-28T20:28:20.680-03:00</updated><title type='text'>Capítulos em PDF</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Então, criei um pdf que vai do capítulo I ao X. Fica bem melhor pra ler ao invés da palhaçada de procurar no blog os capítulos antigos. Alguns nem dá pra olhar mais. Vou colocar o link aí do lado também, mas se quiser ver por aqui, dá na mesma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clica &lt;a href="http://hdvirtual.inteligweb.com.br/compartilhamento.php?id=MTE0NDk="&gt;aqui&lt;/a&gt; pra baixar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A senha é: bolseiro. Sem o ponto, por favor... ¬¬&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS.: Sim, eu sei, capítulo novo tá demorando. Paciência. Vai sair nessa década, juro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16367174-114885878810920149?l=altoeplano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://altoeplano.blogspot.com/feeds/114885878810920149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16367174&amp;postID=114885878810920149&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/114885878810920149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/114885878810920149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altoeplano.blogspot.com/2006/05/captulos-em-pdf.html' title='Capítulos em PDF'/><author><name>Big_DJouse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653255779685769646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16367174.post-114628884878733159</id><published>2006-04-29T02:30:00.000-03:00</published><updated>2006-04-29T02:34:08.806-03:00</updated><title type='text'>Contos da Terra Alta - Capítulo XI</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Era dia de festa na Capital da Praça, pois finalmente havia começado o famoso campeonato de dominó autista. Pessoas vindas dos quatro cantos da Terra Alta estavam presentes na cidade, esquentando o movimento das tavernas e estalagens. O Estádio Central, onde se desenrolava o torneio, estava completamente lotado e colorido.  A algazarra da torcida ensurdecia qualquer um ali perto. A única voz que se fazia ouvir, graças à ajuda de 400 potentes auto-falantes, era a do famoso locutor de dominó, Faisão Bueno:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Olááááá amigos da Rede Mordor! Estamos aqui mais uma vez para acompanhar maaaais um emocionaaaaaaaante Campeonato Anual de Dominóóóó Autista! E parece que teremos surpresas para este ano! Novas duplas se inscreveram e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Blue estava ansioso demais para prestar atenção naquele falatório. Neste momento, ele e Frôxo estavam em pé no meio do estádio, junto com os demais atletas do dominó. Blue podia sentir os olhares pairando sobre ele. Mesmo quando Faisão anunciava alguma dupla mais importante (todas eram), o rato podia escutar seu nome nos gritos da torcida. Quer dizer, seu nome não, o nome dos coitados que tiveram sua vaga roubada por ele. Mas que importa? Seria famoso. Quem sabe poderia abandonar o plano ridículo de visitar a Preaca. Já Frôxo apenas imaginava, dentro da sua costumeira crise de risos, até onde aquela farsa iria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;-... e a última dupla inscrita, senhoras e senhores! Quero uma salva de palmas para Zé e Zé!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Só alguns murmúrios foram a resposta da torcida. Podia-se escutar uma tossida aqui ou acolá, mas só isso. Blue agitava a mão freneticamente, como se estivesse respondendo a alguma recepção calorosa o público. Frôxo olhava desconfiado, certo de que tinham sido descobertos. Depois deste momento constrangedor, Faisão prosseguiu anunciando as chaves do grande campeonato.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Assim que se acalmou mais, Frôxo viu um conhecido entre os participantes do torneio. Tentou chamar a atenção de Blue, que estava em um estranho estado de transe, preparando-se para as partidas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ei Blue, Uskabba está aqui!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Para de falar errado, Frôxo. O certo é “os caras estão aqui”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você não entendeu! É Uskabba!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Frôxo, eu tenho que me concentrar para o jogo. Não é hora para lições de gramática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Olha pra lá, idiota!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Blue olhou para onde Frôxo apontou. Finalmente entendeu tudo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ah, mas por que você não disse antes? É Uskabba! Vá lá falar com ele Frôxo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- E-eu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- É, você. Veja se descobre alguma pista nova sobre o Gózzum. Eu, como você pode ver, estou ocupado me preparando para o torneio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Frôxo acabou concordando. Afinal, a única chance de reaver seu dinheiro era com a vitória deles no torneio. Como ele não entendia nada de dominó autista, esperava que Blue estivesse muito bem preparado. Então, para não atrapalhar Blue, ele foi conversar com Uskabba. Mal se aproximou, ele já foi logo acenando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Olá jovem! Que surpresa encontra-lo aqui. Onde está aquele espirituoso rato?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Er, bem, ele está logo ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Vejo que entraram no torneio. Se bem que não foi de maneira muito “honesta”, não foi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;A espinha de Frôxo gelou. Então ele sabia de tudo? Como descobriu? Frôxo apenas apressou-se em dizer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não foi culpa minha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Calma, jovem, calma. Seu segredo está seguro comigo. Afinal está longe dos meus interesses em prejudicar alguém tão corajoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- C-corajoso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Claro que sim! Veja, enfrentar de uma só vez Flautulos e Você-Sabe-Quem é realmente uma incrível e corajosa empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Como é que ele sabia tanto? Frôxo, inocente como sempre, estava com esta dúvida na cabeça. Se ele conhecesse alguma coisa sobre os elfuleras, não estaria assim tão surpreso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Como é que você sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Sei de nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Ora, deixe isso pra lá. Ainda pretendem ir até à Preaca?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Er...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Sim, eu sei que pretendem. Mudando de assunto, eu sei também que você não conhece nada sobre dominó. Então, enquanto o torneio não começa, vou explicar-lhe as regras deste nobre esporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você lê mentes por acaso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Uskabba riu com gosto. O segredo de um elfulera nada tem a ver com ler mentes, mas sim em ter os contatos certos nos locais certos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Não, meu jovem. Vamos até a minha mesa. Lá posso ensinar o básico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Chegando lá, Frôxo viu uma estranha figura. Era um velho, de barba enorme, usando um manto cinzento e um curioso chapéu pontudo. Em uma das mãos segurava um cajado. A outra segurava um manual de dominó autista. Estava, aparentemente, dormindo sentado à mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Bem, Frôxo, este é o meu parceiro de dominó, o mago Jubolf.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mago?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- É, mago. Dizem que ele é muito poderoso mas – Uskabba aproximou-se do ouvido de Frôxo e continuou num sussurro– pra mim ele é só um velho maluco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Subitamente o velho acordou e gritou apontando para Frôxo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- FOI VOCÊ! EU VI!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Frôxo estava com os nervos à flor da pele desde que entrara ilegalmente no campeonato. O susto que o velho lhe deu foi suficiente para fazê-lo cair aos seus pés, suplicando aos prantos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Por favor, não foi minha culpa! A idéia foi de Blue! Não me prenda! Por favor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Do que você está falando? Prender você por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Froxô se recompôs totalmente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Então você não sabe? Desculpa, me enganei. Pensei que falava sobre... ah, não importa. Sobre o quê você falava?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Da visão que tive, lógico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Visão? Que visão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você, meu jovem. Seus erros irão trazer-lhe sofrimento muito em breve. Não sairás vivo deste estádio. Despertarás a ira de muitos. Vi pedras e sangue em teu caminho. Cabô meu filho. Game over. Perda total. Desiste. Quer um conselho? Mate-se enquanto pode.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;E ao dizer estas edificantes palavras, Jubolf voltou ao seu imperturbável sono. Frôxo estava atônito. Mas Uskabba dava-lhe tapinhas nas costas, como se o velho houvesse profetizado a mais maravilhosa fortuna. Frôxo não entendeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Você escutou o que ele disse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Escutei sim, e devo dizer, Jubolf nunca erra uma profecia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Obrigado por me animar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Calma meu jovem. Jubolf nunca erra uma profecia, porém ele profetiza o inverso do que vai acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Vamos, deixe eu te ensinar as benditas regras. Você vai ver por si só. Apenas não comente nada com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Frôxo não se sentiu nem um pouco mais animado. Não acreditou no que Uskabba disse, e não conseguia enxergar uma maneira de sair dali. Restava apenas esperar por uma chance. Quem estaria certo? Uskabba ou Jubolf? Veremos no próximo capítulo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16367174-114628884878733159?l=altoeplano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://altoeplano.blogspot.com/feeds/114628884878733159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16367174&amp;postID=114628884878733159&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/114628884878733159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/114628884878733159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altoeplano.blogspot.com/2006/04/contos-da-terra-alta-captulo-xi.html' title='Contos da Terra Alta - Capítulo XI'/><author><name>Big_DJouse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653255779685769646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16367174.post-114607613053722602</id><published>2006-04-26T15:26:00.000-03:00</published><updated>2006-04-26T15:28:50.536-03:00</updated><title type='text'>Novidades</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Coloquei algumas novidades aqui. Vocês já podem ver um contador de acessos ali no canto direito. Tou bolando umas pesquisas pra colocar aqui também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas, e o capítulo novo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, não enche!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16367174-114607613053722602?l=altoeplano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://altoeplano.blogspot.com/feeds/114607613053722602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16367174&amp;postID=114607613053722602&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/114607613053722602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/114607613053722602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altoeplano.blogspot.com/2006/04/novidades.html' title='Novidades'/><author><name>Big_DJouse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653255779685769646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16367174.post-114064272817541368</id><published>2006-02-22T18:03:00.000-03:00</published><updated>2006-02-22T18:13:31.380-03:00</updated><title type='text'>Contos da Terra Alta - Capítulo X</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt; &lt;p class="MsoNormal" face="verdana" style="text-indent: 35.4pt; text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Como assim não posso me inscrever? O campeonato ainda não começou! – Blue estava nervoso, tentando inutilmente convencer a moça que trabalhava na banca de inscrições. Frôxo estava com ele, achando aquilo tudo uma tremenda perda de tempo e dinheiro. Afinal, além de ficar responsável por pagar a taxa de inscrição, ainda estava bancando o hotel onde todos os três se hospedaram. E os hotéis, nesta época do ano, eram bem caros.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Já disse, senhor. As inscrições se encerraram ontem. Não posso fazer nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Mas isto é um ultraje! Você não tem o direito de me impedir de participar no campeonato, ouviu? Eu...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Blue, vamos embora, não adianta. A moça não tem culpa de nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Por fim, Blue desistiu. Xingava tudo e todos. Frôxo, que estava aliviado por não ter que gastar mais dinheiro, sugeriu que fossem para uma taverna ali perto, beber alguma coisa e esfriar um pouco as idéias. Blue, de má vontade, concordou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A taverna esta bastante movimentada. Barulhos de garrafas sendo quebradas e homens gritando e cantando podiam ser ouvidos ao longe. O lugar fedia a suor e cerveja. Blue e Frôxo conseguiram encontrar uma mesa que estava sendo ocupada por um bêbado que roncava em alto e bom som. Uma garçonete entregou-lhes duas canecas de cerveja quente, sem ao menos perguntar se queriam ou não. Os dois se entreolharam e acharam que, para suas integridades físicas, o melhor era beber. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pouco tempo depois, sentaram-se, na mesa vizinha à deles, um homem alto e magro e seu comparsa, um velhote que tentava à todo custo fazer uma ligação em um celular imaginário. Já estavam completamente bêbados e comemoravam a sorte de terem feito a inscrição no campeonato de dominó a tempo. Blue ficou de olho nos dois.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Isso aê Zé* (hic)! Esse campeonato ta no papo (hic)!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Nóis treinou o ano inteirinho (hic). Nóis não têm como perder (hic)! Viva a nóis!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Os dois pegaram um pedaço de papel e agitaram ao alto. Blue, com muito esforço, percebeu que se tratava do comprovante de inscrição do campeonato. Subitamente teve uma idéia:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Frôxo, me dá uma moeda de ouro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Quê? Vai trabalhar, vagabundo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Rápido! Eu tenho um plano.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Frôxo deu-lhe uma moeda. Blue levantou-se, pegou duas garrafas e, sem cerimônia, quebrou-as nas cabeças dos dois amigos. Um ainda gritou “DJABÉISSU???”, mas os dois desmaiaram na mesma hora. Todos pararam e olharam para Blue, surpresos. Um silêncio desconfortável surgiu. Sem saber o que fazer, Blue gritou:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Viva a cerveja!!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- VIVA!!!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Todos gritaram em uníssono e recomeçaram a se divertir, como se nada tivesse acontecido. Satisfeito, Blue pegou os comprovantes dos dois bêbados e falou com o dono do lugar:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Taverneiro, eu quero que aqueles homens ali passem o resto do ano aqui, bêbados. – ao dizer isso, entregou-lhe a moeda de ouro. Chamou Frôxo e saiu dali o mais rápido que pôde.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Rá! Ninguém podia contar com minha esperteza! Estamos no campeonato, Frôxo!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Você quer que eu finja ser um daqueles dois? Isso é desleal, desonroso, e o mais importante, dá cadeia!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Que é isso, meu chapa! Pense nisso como uma espécie de substituição dentro de uma equipe. Veja, aqueles dois não tinham a menor chance. Agora, eles vão ficar lá dentro, bebendo felizes enquanto ganhamos o campeonato para eles. Todo mundo lucra, não percebe?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Eu só vou aceitar fazer isso porque senão nunca mais vejo meu dinheiro. Mas se formos pegos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Não seremos pegos, confie em mim. O campeonato desse ano será de Zé e Zé. Já vejo nosso nome no cenário mundial de dominó!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Não é nosso nome, Blue.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Lembra daquela história de equipe? Então. É como se fosse nosso nome.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E assim os dois passaram o resto da noite. Blue sonhando com o estrelato de um jogador profissional de dominó e Frôxo com a sensação ruim de que iriam se dar mal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mestre dos Magos estava descansando confortavelmente na suíte mais cara do hotel mais luxuoso da Capital da Praça. Fumava os charutos mais caros de toda a Terra Alta e espreguiçava-se na cadeira feita pelo artesão mais famoso (e careiro) do mundo conhecido. A vida não poderia ser melhor. Mais ele nunca estava satisfeito. Precisava por suas mãos no Anel Alheio. Poderia fazer isso da maneira mais fácil, apenas conversando com os organizadores, afinal tinha influência o bastante pra isso. Mas que graça teria? O sabor da conquista só melhora com a dificuldade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Enquanto pensava sobre o que iria mais conquistar assim que tivesse o Anel, um esbaforido rapaz entra nos seus aposentos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- E então, fez o que pedi, seu paquiderme imbecil e fanho? – perguntou Mestre dos Magos para seu fiel capacho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Sim senhor. Subornei todas as duplas, como o senhor exigiu. Eles ficam com o prêmio, mas lhe entregarão o troféu assim que puderem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Gastei muito dinheiro nisto. Você tem mesmo certeza de que foram todas, besta acéfala e anêmica? – o olhar inquisitivo do Mestre dos Magos assustou o pobre jovem, que achou melhor contar a verdade:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Bem, apenas duas duplas ficaram de fora, mas penso que isto não seja problema, senhor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Desde quando é pago para pensar, sua cópia mal feita de uma ameba lobotomizada? Quais foram as duplas que não foram subornadas, inútil asno sem dentes?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Bem, uma dupla de bêbados, chamada de Zé e Zé.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Esta não me causará problemas. Qual a outra, pedaço de jaca infeliz?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O jovem vacilou em responder, e Mestre dos Magos irritou-se:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Fale, seu monte de fezes albinas!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Uskabba e um mago... chamado Jubolf.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- O QUÊ? Aquele elfulera* e aquele mago senil? O que eles pretendem??&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Não sei, senhor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;- Claro que não sabe. O que uma girafa sem pescoço como você poderia saber? Saia daqui, agora mesmo! Antes que eu transforme você em um cachorro sem braços!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O rapaz saiu correndo. Mestre dos Magos agora estava preocupado. Talvez aqueles dois quisessem apenas se divertir, ou talvez não. De qualquer maneira, ficaria de olho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;_____________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;* Zé e Zé: Se você ficou surpreso com a reaparição destes dois personagens, e achou que isto não fez nenhum sentido, já que eles morreram em um capítulo anterior, saiba que está completamente certo. Trata-se de uma moderna técnica de narrativa de humor, o Looping de Personagens Inúteis (LPI). Esta técnica consiste em usar personagens ridículos e os fazer aparecerem em diversas ocasiões sem nenhuma relação entre si, causando assim um efeito cômico. Preparam-se, pois este efeito será usado à exaustão aqui.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;*Elfulera: Segundo o “Guia do Mochileiro das Terras Altas” elfulera é “a denominação para uma das muitas raças míticas que habitam a Terra Alta. Sempre misteriosos, eles têm a incrível habilidade de descobrir coisas sobre você antes que você perceba”. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16367174-114064272817541368?l=altoeplano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://altoeplano.blogspot.com/feeds/114064272817541368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16367174&amp;postID=114064272817541368&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/114064272817541368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/114064272817541368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altoeplano.blogspot.com/2006/02/contos-da-terra-alta-captulo-x.html' title='Contos da Terra Alta - Capítulo X'/><author><name>Big_DJouse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653255779685769646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16367174.post-113657536915551976</id><published>2006-01-06T16:20:00.000-03:00</published><updated>2006-01-06T16:22:49.176-03:00</updated><title type='text'>Contos da Terra Alta - Capítulo IX</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mumurrárrárrárrárrárrárrárrei!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Era exatamente assim sua risada enquanto tramava algo muito, muito ruim. Soava no mínimo cômica, mas se alguém levasse um pouco a sério, podia perceber um breve toque maligno nela. O dono da risada era mau e poderoso, líder da ordem de Magos de Guadalópez. Uns poucos o conheciam pelo nome. O resto o conhecia pelo pomposo título de “Mestre dos Magos”. Um homem que detinha o poder sobre boa parte da Terra Alta. E como qualquer um que detenha poder sobre boa parte de qualquer coisa, Mestre dos Magos queria mais. Queria toda a Terra Alta. Queria o mundo. O universo. E se soubesse da existência de universos paralelos, iria querê-los igualmente. Não necessariamente nessa ordem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Pois era exatamente sobre isso que ria. Achara uma maneira de conquistar a Terra Alta. Um bom começo, pensou. Aquela informação seria seu passaporte para a felicidade. Depois de meses pesquisando naquela biblioteca bolorenta, finalmente encontrara algo útil. Um livro antiqüíssimo que revelava a existência de um artefato de extremo poder: O Anel Alheio. Só restava duas coisas. A primeira é saber onde ele estava. A segunda é descobrir como usa-lo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Mumurrárrárrárrárrárrárrárrei!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Há há há há!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Mestre dos Magos levou um susto. Debruçou-se sobre o livro antigo que mostrava uma imagem do Anel Alheio. Quando se refez, olhou para quem estava gargalhando junto a ele. Era apenas um assistente que sempre estava por ali perto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Do que você está rindo, idiota?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Não sei, senhor. Apenas vi o senhor rindo, com certeza devia ser algo engraçado. Ri para acompanha-lo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Ah, retire-se daqui, imbecil! - gritou Mestre dos Magos, recostando-se na poltrona. O assistente olhou para o livro por cima de seu ombro, como se estivesse procurando a piada. Viu o desenho do Anel.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Hum, esse anel, acho que vi em algum lugar...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Viu?! Onde?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Não lembro. Mas não faz tanto tempo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Trate de lembrar, imprestável! Sabe que Anel é esse?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Hum, não senhor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Melhor assim. Não quero curiosos no meu caminho. Não dê uma palavra sobre o assunto a quem quer que seja, entendeu?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Sim senhor!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Mestre dos Magos levantou-se e fechou o livro. Não tinha mais nada para fazer ali. Mandou o assistente arrumar tudo por ali e organizar os detalhes de seu retorno à Torre de Guadalópez. Quando estivesse lá, poderia arrancar a memória do pobre homem e saber da pista do Anel que ele tinha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Algumas horas mais tarde, quando estavam na carruagem já próximo da Torre, o assistente disse repentinamente:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Já sei! Foi na Capital da Praça. Aquele anel faz parte do troféu do Campeonato Anual de Dominó Autista. Se não me engano, as inscrições se encerram hoje.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Cocheiro!! Dê meia-volta! Vamos para a Capital da Praça. Agora mesmo! – ordenou Mestre dos Magos, com um brilho maligno no olhar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;* * *&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Blue finalmente tinha acordado. Frôxo estava sentado, comendo uns pedaços de mithril em frente à fogueira. Ainda não chegara o meio-dia, mas o sol já os castigava com o calor. Pouco a pouco Blue foi tomando consciência do mau cheiro que o impregnava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Argh! Que catinga! Cadê o velho?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Foi tentar arrumar umas roupas com um mercante aqui perto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- O que aconteceu? Por que a gente tá fedendo tanto?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Por quê? A donzela perdeu tempo demais desmaiando?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Já falei sobre isso. Não posso ver sangue.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Eram esqueletos, Blue! Esqueletos! E morreram asfixiados!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Bah, eu tenho certeza que vi uma mancha de sangue num daqueles esqueletos. Mas afinal, o que aconteceu? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Frôxo explicou-lhe todo o acontecido lá na montanha. De como quase foram devorados por Flautulos, e de como sua idéia genial salvou-lhes a vida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Você é idiota? Você o chamou!? Você-Sabe-Quem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Sim e se não fosse por isso...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Se não fosse por isso nada! Você é um idiota. Um tremendo idiota. Um estupendo, colossal e magnânimo idiota! Você tem idéia do que fez?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Bem, Barangorn falou o mesmo que você, mas não me explicou porquê.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Você nunca ouviu falar da história de Você-Sabe-Quem?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Não, nunca.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Bem, depois eu conto. Barangorn já está voltando. Mas que você é um idiota, ah, isso você é.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Frôxo já estava se convencendo de que era um idiota de fato. Mas quando Barangorn voltou, decidiu não pensar muito no assunto. O guia estava trazendo um grande embrulho e já usava novas roupas. Quando se aproximou mais, mandou os dois tomarem um banho em um lago próximo usando uns pedaços de sabão que tinha comprado. Por sorte, foi suficiente para que eles se livrassem do cheiro de Flautulos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Quando finalmente os três recomeçaram a viagem, eles pararam em uma bifurcação. A placa que indicava o caminho era bem clara. A estrada da esquerda levava ao Pântano do Paul. A da direita, à Capital da Praça. Mas Blue se interessou por um panfleto que estava grudado logo abaixo na placa. Depois de ler com certa excitação, declarou:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Vamos pela direita!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Mas não íamos para o Paul? – perguntou Frôxo aturdido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Mudança de planos. Tem um campeonato de dominó na Praça. Não posso perder essa por nada!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Deiz muêda de ôro – Barangorn falou por fim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Hein?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Fiz meu contratu pá ir pu pântanu. Si u sinhô mudá u destinu, u preçu aumenta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Tá legal. Frôxo, paga a ele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Eu?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Não se preocupa, cara. Vou ganhar esse torneio, e a premiação deve ser bem gorda. Depois acerto com você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Espero que sim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Com todos os detalhes acertados, o trio foi finalmente para a Capital da Praça. O campeonato que estava para acontecer seria memorável. O porquê? Aguardem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16367174-113657536915551976?l=altoeplano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://altoeplano.blogspot.com/feeds/113657536915551976/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16367174&amp;postID=113657536915551976&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/113657536915551976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/113657536915551976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altoeplano.blogspot.com/2006/01/contos-da-terra-alta-captulo-ix.html' title='Contos da Terra Alta - Capítulo IX'/><author><name>Big_DJouse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653255779685769646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16367174.post-113459960110345139</id><published>2005-12-14T19:30:00.000-03:00</published><updated>2005-12-14T19:33:21.130-03:00</updated><title type='text'>Contos da Terra Alta - Capítulo VIII</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Frôxo já não agüentava mais. Um dia de caminhada dentro da montanha e tudo o que conseguia ver era a escuridão. Barangorn liderava o grupo, usando uma espécie de pedra fluorescente. Segundo ele, acender uma tocha poderia ser muito perigoso, pois certamente provocaria uma explosão de proporções catastróficas. Para Frôxo, ele estava sendo demasiadamente cuidadoso. Antes de entrar na tal montanha, Barangorn tinha distribuído uns cilindros que, segundo ele, estavam cheios de ar puro. Sem falar dos predendores de narinas em mithril, que cada um tinha recebido:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Itu é casu nóis veja Flautulus. Ocês ponham nu nariz, quié pá num cheirá nata. Us tilindru, ocês ponham na boca, quié procês rispirá – instruiu Barangorn.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Isso é ridículo! Acaso tem um gambá-carniça preso dentro desta montanha??? – contestou Frôxo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Algo muito pior, meu caro. Muito pior. Flautulos deixa um gambá-carniça asfixiado – Comentou Blue.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Para que vocês entendam a gravidade do comentário de Blue, vejamos o que o Guia do Mochileiro da Terra Alta (compre já o seu!) nos diz sobre o gambá-carniça:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;“Gambá-Carniça:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Um dos animais mais fedidos de toda a Terra Alta. Seu cheiro é tão terrível que nem mesmo eles agüentam viver em grupo. Na verdade, nem mesmo eles suportam o próprio cheiro. Este animal aparece em muitos mitos e lendas do folclore autista. Há até mesmo uma superstição que diz que se alguém ver um gambá-carniça, terá azar por toda a vida. Na realidade, poucos conseguem ter contato visual com um, pois ninguém agüenta chegar tão próximo a ele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana; font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;O Gambá-Carniça chama a atenção dos estudiosos autistas. É o único caso da natureza onde os animais fazem sexo não por instinto, mas sim por obrigação. Por essa razão, são raríssimos. E é também um dos pouquíssimos casos em que o animal define o habitat em que vive. Afinal, sua mera presença é capaz de fazer a flora do ambiente apodrecer. Já se cogitou fazer um uso bélico deste animal, mas a idéia foi abandonada devida à alta periculosidade de criá-lo em cativeiro.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Esclarecido o que é um gambá-carniça, voltemos à nossa narrativa. Já passava, pois, mais de um dia de caminhada dentro da montanha, e o visual não era nada animador. O caminho também não ajudava, pois era extremamente sinuoso. Subida, descida, descida íngreme, subida, mais descida, descida realmente íngreme, e assim por diante. A situação só ficou interessante quando Blue tropeçou em algo no chão:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Que droga é essa??&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Barangorn focou a luz no chão, para que pudessem ver onde pisavam. Foi então que viram esqueletos espalhados por todo o lugar. Bem, não viram por todo o lugar, mas não precisava pensar muito para chegar nesta conclusão. Em todos eles, uma característica em comum. Suas mãos estavam obstruindo o que antes foram seus narizes. Em alguns podiam-se ver ainda as expressões de extrema agonia pela qual passaram. Sem dúvida aquela era a prova de que Flautulos era bem mais do que uma velha lenda autista.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Cadáááá...- Blue desmaiou. Barangorn colocou todo o equipamento no rato e em si. Mandou Frôxo fazer o mesmo. Não era hora de se descuidar. Pôs Blue nas suas costas e ordenou Frôxo a segui-lo fazendo o menor barulho possível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Continuaram a caminhar. A tensão só aumentava e Frôxo começou a perceber que a densidade do ar também. Ao menos ele queria acreditar que era ar. Mais parecia que eles estavam andando submersos em algum lago. Na verdade, o gás que Flautulos exalava era tão denso que chegava até mesmo a limitar os movimentos. À medida que avançavam, os dois começam a escutar um respirar, vindo mais adiante do corredor. Só podia ser Flautulos, o Fedorento. Como não tinha o que fazer, continuaram indo em frente, com o maior cuidado possível. Podiam sentir o vento causado pela respiração do monstro. Fosse o que fosse, era enorme e felizmente estava dormindo. Frôxo era um legítimo representante do seu nome: tremia feito gelatina pegando carona em uma carroça desgovernada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Quando julgavam estar diante do monstro, o pior aconteceu: Frôxo pisou em um graveto. Não foi o barulho do graveto sendo pisado que acordou Flautulos, mas sim a pergunta que Frôxo fez em seguida:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- O que faz um graveto aqui??&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Psssssiu! – Alertou Barangorn. Mas já era tarde demais. Dois olhos vermelhos brilhavam na escuridão e uma voz tonitruante preencheu toda a caverna:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Quem está aqui??? Quem ousa despertar Flautulos??!?!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Então o monstro começou a andar. Uma fraca luz começou a invadir a caverna. Barangorn percebeu de imediato que se tratava de uma saída. Frôxo percebeu de imediato que Flautulos era um dragão, e dos grandes. Os dois juntos perceberam de imediato que Flautulos estava entre eles e a saída, e que isso iria complicar as coisas. Por sua vez, Flautulos ainda não percebera onde eles estavam escondidos. Blue não percebera nada, pois ainda estava desacordado. O dragão decidiu amendrotá-los:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Vocês sabem que eu sou?? Sabem do que sou capaz?? Devo avisá-los que comi um pãozinho com ovo ainda agora, e neste momento estou terminando a digestão. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;A série de risinhos nervosos de Frôxo denunciou a posição deles. O enorme réptil virou-se e usou sua arma mortífera:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Ria disso seu pobre mortal!! Háháháhá!!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;O que veio depois foi o terror. Para sorte dos três, eles ainda conseguiram se esconder atrás de um rochedo. Parecia que um tornado estava destruindo o lugar. Seguravam-se na rocha como podiam. Se pudessem sentir o cheiro do ar naquele instante, estariam mortos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Foi nesse momento desesperador que Frôxo teve uma idéia. Caso não saibam, Frôxo era capaz de ter idéias brilhantes em momentos desesperadores. Infelizmente aquele não foi o caso. A idéia que ele teve ali foi totalmente idiota e somente por pura sorte acabou dando certo. Se Frôxo soubesse dos problemas que iria enfrentar no futuro, com certeza teria evitado essa manobra. Mas no momento, foi tudo que conseguiu pensar. Com dificuldade ficou em pé e gritou com toda a força:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- (censurado), (censurado), (censurado)!!!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Uma risada maligna preencheu o lugar. O cheiro ébrio de limão não invadiu o lugar, pois no quesito cheiro, Flautulos comandava. Então ele surgiu. O pesadelo de todo autista, aquele cujo nome faz tremer muitos. Você-Sabe-Quem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Quem me chamou??&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Frôxo e Barangorn apontaram para Flautulos ao mesmo tempo e gritaram em uníssono:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Ele!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Não!! Mentira, foi aquele ali, com cara de idiota!! – Tentou defender-se Flautulos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Bem, são dois contra um, então eu escolho você! Bwhahahahahahaha!!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Sabe quem sou? Flautulos, o Fedorento!!! Não pense que tenho medo de você!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Ah, prazer, meu nome é (censurado). Faz tempo que não pratico a Fofoquiromancia, então, me desculpe se nunca ouvi falar de você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Ah, maldito! Aquela batata com doce de leite que comi ainda a pouco vai fazer você se arrepender do que disse!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Eu sou o único imune à suas flatulências!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Argh!!! – A mentira de Você-Sabe-Quem acertou Flautulos em cheio. Enquanto isso, Frôxo e Barangorn tratavam de escapar dali. Que os dois resolvessem suas diferenças. Ainda podiam ouvir o barulho do terrível combate sendo travado na caverna, à medida que subiam até a saída. Então a montanha começou a tremer. Flautulos devia estar usando seu último recurso, um repolho podre que tinha comido no dia anterior. Blue finalmente acordou com o barulho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Mas o que está... – nesse momento ele se deu conta do prendedor de narinas e o tirou. Desmaiou novamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Nóis tá muito pertu dele ainta. Rápitu, qui a montanha vai desmoroná.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Os dois subiram como um raio. Finalmente alcançaram a saída daquela montanha terrível e por pouco não foram soterrados lá dentro. Eles tinham vencido uma parte dificílima da viagem. Adiante estava a estrada que levaria ao Pântano do Paul. Só que eles não foram diretamente para lá. Antes foram para a Capital da Praça, onde estava ocorrendo o Campeonato Anual de Dominó Autista. Só que isto é história para outro capítulo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16367174-113459960110345139?l=altoeplano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://altoeplano.blogspot.com/feeds/113459960110345139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16367174&amp;postID=113459960110345139&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/113459960110345139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/113459960110345139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altoeplano.blogspot.com/2005/12/contos-da-terra-alta-captulo-viii.html' title='Contos da Terra Alta - Capítulo VIII'/><author><name>Big_DJouse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653255779685769646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16367174.post-113321029902332993</id><published>2005-11-28T17:30:00.000-03:00</published><updated>2005-11-28T17:38:19.023-03:00</updated><title type='text'>Limpeza!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Aê pessoal! Andei fazendo uma limpeza aqui no blog. Sabe como é, apaga uns posts ali, remove outros comentários aqui, e assim vai. Como aqueles que acompanham o blog já devem ter percebido, apaguei os posts e comentários referentes aquele incidente divertidíssimo com o anônimo, onde quase aconteceu uma batalha judicial. Apaguei porque não julgo que seja do interesse de possíveis novos leitores (até parece que alguém vai querer ler isto aqui), nem acho sadio anônimos assumirem personalidade de outras pessoas. Além do mais, o blog tava parecendo um daqueles programas onde os convidados lavam a roupa suja no auditório. E calma, daqui a poco sai um novo capítulo. Não tive muito tempo pra escrever ultimamente, mas já tenho idéia do que sairá no capítulo seguinte. Esperem...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16367174-113321029902332993?l=altoeplano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://altoeplano.blogspot.com/feeds/113321029902332993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16367174&amp;postID=113321029902332993&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/113321029902332993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/113321029902332993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altoeplano.blogspot.com/2005/11/limpeza.html' title='Limpeza!'/><author><name>Big_DJouse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653255779685769646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16367174.post-113173995134106914</id><published>2005-11-11T17:11:00.000-03:00</published><updated>2005-11-11T17:17:50.376-03:00</updated><title type='text'>Contos da Terra Alta - Capítulo 011-1406</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Aproveitamos esse emocionante momento de pura ação na história para dar uma palavrinha dos nossos patrocinadores. Falaremos agora sobre o livro que é o maior sucesso entre os autistas. Aquele que é mais famoso que o “O Livro de Ouro da Mitologia Autista” ou “Você-Sabe-Quem: Verdade ou Mito?” e que ganhou famosos prêmios como “o livro ilustrado mais vendido para cegos (1682 – 1839*)”. Trata-se de nada mais, nada menos que O Guia do Mochileiro da Terra Alta. Um guia completo que inclui toda a história da Terra Alta, figuras importantes, assuntos inócuos e sugestões sobre aquele lugar ideal para você passar suas férias com a patroa. Ele vem no prático formato bolso, pesando meros 15 quilos, com capa dura, onde há escrito com letras garrafais e amigáveis: “ENTRE EM PÂNICO, afinal você está na Terra Alta”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;O Guia do Mochileiro da Terra Alta contém tudo, absolutamente tudo que você precisa saber sobre esse maravilhoso mundo. Inclusive, o autor destes contos utilizou-se dele para escrever os capítulos que falam sobre a Terra Alta e Você-Sabe-Quem. Quer um exemplo? Vejamos o que o guia nos fala sobre Flautulos, o Fedorento (extraído da página 15.789.231):&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;“Flautulos, O Fedorento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Muito pouco se sabe sobre Flautulos. Todas as informações que existem sobre ele são plenamente baseadas em lendas e boatos. Só um fato é conhecido com certeza: sua incrível habilidade de exalar um pútrido odor, capaz de matar qualquer ser vivo que entre em contato com o fedor. A criatura morre após sofrer uma indescritível agonia, mesmo ela sendo incapaz de sentir cheiro. Fora isto, temos uns escassos relatos que pendem ao fantástico, como a história que diz que ele engoliu um gambá-carniça vivo (ver tópico sobre este animal). O pobre do animal estaria apodrecendo até hoje no seu estômago (se ele tiver um), conferindo a Flautulos sua notável capacidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;A última aparição histórica de Flautulos aconteceu há uns 500 anos. Vários documentos apontam ele como o culpado pelo surgimento do deserto da Caaatinga Da Porra. Como todos sabem, a região deste deserto tinha a fauna e flora mais rica da Terra Alta. Contudo Flautulos soltou lá a sua arma mais mortal. Todos os seres vivos da região morreram e o local virou um deserto sem vida, ainda hoje impregnado com o terrível cheiro deste genocida. Após este incidente, ele foi banido, sendo obrigado a viver nas profundezas de uma montanha perto do Pântano do Paul. Alguns cientistas autistas ainda quiseram utilizar as habilidades de Flatulos como uma forma de energia econômica, mas essa idéia foi abandonada após muitas excursões de exploração terem sido perdidas ao inadvertidamente entrar em contato com o seu cheiro. Portanto, se você quiser visitar este maravilhoso Pântano (ver tópico relacionado) evite a todo custo a montanha que Flautulos mora. É melhor ir pela Capital da Praça, local bem mais agradável, sem falar que é a sede do famoso campeonato de dómino autista (ver tópico sobre o dominó).”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Totalmente informativo, não é? Ligue já 011-1406 e peça agora mesmo o seu guia. Mas espere!! Não é só isso! Compre agora o seu “Guia do Mochileiro da Terra Alta” e leve inteiramente grátis um guia com as regras do dominó autista e suas principais vertentes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Mas não ligue ainda! Comprando à vista você ainda...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Tá bom! Chega de propaganda! Vamos voltar à programação normal no próximo capítulo. Esperamos você lá!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;___________________________________________________&lt;br /&gt;(1682-1839) – Esta contagem de anos é feita de acordo com o Registro da AMTA – Associação de Moradores da Terra Alta. Não tem nada a ver com a contagem normal que fazemos. Como exemplo, o ano vigente na Terra Alta é o 1840, enquanto o nosso é 2005.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16367174-113173995134106914?l=altoeplano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://altoeplano.blogspot.com/feeds/113173995134106914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16367174&amp;postID=113173995134106914&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/113173995134106914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/113173995134106914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altoeplano.blogspot.com/2005/11/contos-da-terra-alta-captulo-011-1406.html' title='Contos da Terra Alta - Capítulo 011-1406'/><author><name>Big_DJouse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653255779685769646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16367174.post-113087485051593210</id><published>2005-11-01T16:51:00.000-03:00</published><updated>2005-11-01T16:54:10.533-03:00</updated><title type='text'>Contos da Terra Alta - Capítulo VII</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Frôxo e Blue estavam exaustos. Caminhavam desde o raiar do dia e agora o sol estavam bem acima deles, castigando-os alegremente. Barangorn não demonstrava o menor sinal de cansaço, e já criara uma boa distância deles.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Pera!! Barangorn! Pera aê! – Suplicava Blue. Barangorn parou. Já era hora de fazer uma pausa para comerem alguma coisa e explicar-lhes o que iriam enfrentar mais adiante. A floresta sombria já surgia ameaçadoramente na frente deles, e Barangorn não queria perder muito tempo naquele lugar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Vamu cumê. Mai nóis tem qui ser rápitu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Que merda ele falou? – Frôxo ainda não tinha se adaptado ao sotaque do nobre guia, mas já conseguia entender muita coisa. Só às vezes que seu vocabulário lhe traía.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Hora da bóia. Se quiser descansar, aproveita. Parece que ele tá com pressa. – traduziu Blue.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Ufa, já era hora! E o que temos pra comer?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Barangorn desempacotou os biscoitos e entregou alguns para os dois. Frôxo desanimou:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Não! Mithril de novo não!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Já fazia uns cinco dias desde o primeiro encontro com Barangorn. A única coisa que eles comeram nesses dias foi mithril. Depois desse tempo, por mais gostoso que seja, ninguém agüenta sequer ver um biscoito de mithril na frente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Si num quer, mior. Soba mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Merda... – Frôxo começou a comer o biscoito, desconsolado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Depois de “almoçarem”, Barangorn permitiu os dois fazerem um rápido descanso. Quando já era hora de partiu, fez o aviso:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Iscuti beim us tois. Naquela floreta teim um cimitériu. Num tá muitu tempu de caminhata não. Numa tarte nóis atraveta ela. Só num queru ficá lá di noite.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- É o cemitério clandestino? Ouvi falar que fica nestas terras – O rosto preocupado de Blue assustou Frôxo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- É tim tinhô.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Mas é mal-assombrado! Não vou por aí, não senhor!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Frôxo tremeu ao escutar “mal-assombrado”. Começou a dar sua característica crise de risos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- O tinhô é um homi ou um pratu de papa? Di tardi não teim pirigu não tinhô – e sem dizer mais nenhuma palavra, Barangorn declarou por encerrada a questão. Começou a caminhar em direção à floresta, em um passo rápido. Sem mais o que dizer, Blue e Frôxo correram para acompanhá-lo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Não demorou muito para que eles estivessem no coração da floresta. Nem conseguiam enxergar uma trilha ali. Dependiam apenas da experiência de Barangorn. De súbito, o guia pára. Quando os outros dois o alcançou, descobriram o porquê: havia o corpo de um homem no chão, segurando firmemente uma garrafa de pinga.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Um... um... mooor... – Blue nem completou a frase, pois desmaiou ali mesmo. Barangorn apenas verificou o pulso do homem caído. Deu uma rápida olhada no lugar e concluiu:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- U nomi dele era Zé. Ele morreu di cirroti aguda. Ele tava pateando aqui com um amigu, us tois tavam bêbadu. Inclusivi o amigu dele qui si chamava Zé, morreu tamém. Eles viram alguma coisa assustatora, tenhu certeta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Assustadora como uma lápide quebrada e uma cova aberta?? Tem até um nome aqui... deixa ver... “aqui jaz (censurado*)”...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Nããããããããuuuuuumm!!!! – Barangorn saltou sobre Frôxo, tapando sua boca. O coitado do rapaz ficou aturdido, sem saber o que se passava.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Nunca mai ripita ete nomi, ententeu??&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Frôxo fez que sim com a cabeça. Queria saber o porquê, mas tinha medo do que podia descobrir. A cara de desespero que Barangorn fez não ajudou muito também.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Vamu imbora daqui, antis que anoiteta. Pega nus braçus du ratu qui eu pego as perna. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;E assim atravessaram a floresta, sem maiores problemas. É verdade que bateram a cabeça de Blue algumas vezes nas raízes que estavam expostas, já que pela forma que o carregavam, ela pendia livre. Mas não causou nenhuma seqüela, como confirmariam mais tarde. Quando a noite caiu, eles já estavam diante de uma grande montanha, único obstáculo que os separavam do pântano do Paul. Finalmente Blue tinha recobrado os sentidos:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Droga, que dor de cabeça! Onde estamos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Mas que belo, hein? Desmaiando feito uma moça... – repreendeu Frôxo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Cala a boca, donzelo. Não posso ver sangue.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Mas não tinha sangue ali.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Mas eu poderia encontrar mais cedo ou mais tarde. Melhor ter desmaiado logo. Já atravessamos a floresta?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Já tim tinhô. Aminhã vamu entrá nas mina dentu da montanha. Tem genti qui diz qui Flautulos mora aí dentu da montanha. Entaum a genti vai passar rapidin, intenteram?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Mas quem é Flautulos? – perguntou Frôxo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Ah, cala a boca. Melhor você não conhecer. Dorme aí que amanhã o dia é cheio. Boa noite vocês todos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Os três se acomodaram e não tiveram problemas para dormir, exceto Frôxo. O incidente do nome proibido ainda martelava na sua cabeça. Decidiu perguntar a Blue:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Blue? Acorda!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Escutou um gemido como resposta. Continuou:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Blue? Tá acordado?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Agora estou. Que foi?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Frôxo contou o que acontecera na floresta. Blue não deu muita atenção. Estava ainda com aquela enxaqueca estranha, e também muito sono.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Ah, faz o que ele mandou. Fica quieto e não fala mais. Tem umas histórias por aí, que se você falar um certo nome três vezes, algo ruim acontece. Agora vai dormir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Frôxo ainda estava encucado. O que aconteceria se chamasse aquele nome por mais duas vezes? Ele logo, logo saberia. Como? Em um outro capítulo vocês ficarão sabendo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; ___________________________________________________&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;* Censurado: quando você, caro leitor, ver esta palavra entre parênteses, saiba que aqui foi citado o nome de Você-Sabe-Quem. Por motivos óbvios, o nome foi suprimido desta obra. Cuidamos também da sua segurança.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16367174-113087485051593210?l=altoeplano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://altoeplano.blogspot.com/feeds/113087485051593210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16367174&amp;postID=113087485051593210&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/113087485051593210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/113087485051593210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altoeplano.blogspot.com/2005/11/contos-da-terra-alta-captulo-vii.html' title='Contos da Terra Alta - Capítulo VII'/><author><name>Big_DJouse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653255779685769646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16367174.post-113043864402452133</id><published>2005-10-27T15:41:00.000-03:00</published><updated>2005-10-27T15:49:39.576-03:00</updated><title type='text'>A verdade dói!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Merda. Este teste está mentindo. Tem que estar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border: 1px solid rgb(204, 204, 204); padding: 0pt 0pt 10px; background-color: white; width: 115px; text-align: center;"&gt;&lt;p style="margin: 0pt;"&gt;&lt;img src="http://static.flickr.com/23/25822676_789bf55448_t.jpg" style="border: 0pt none ;" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;My &lt;a href="http://altoeplano.blogspot.com/"&gt;blog&lt;/a&gt; is worth &lt;b&gt;$0.00&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;a href="http://www.business-opportunities.biz/projects/how-much-is-your-blog-worth/"&gt;How much is your blog worth?&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.technorati.com/" style="border: 0px none ;"&gt;&lt;img src="http://technorati.com/pix/tech-logo-embed.gif" style="border: 0px none ;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;PS.: eu editei o resultado na hora de colar na página. Só aumentei um pouquinho o valor. O segredo fica entre nós, ok?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16367174-113043864402452133?l=altoeplano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://altoeplano.blogspot.com/feeds/113043864402452133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16367174&amp;postID=113043864402452133&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/113043864402452133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/113043864402452133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altoeplano.blogspot.com/2005/10/verdade-di.html' title='A verdade dói!'/><author><name>Big_DJouse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653255779685769646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16367174.post-113035510888438577</id><published>2005-10-26T16:27:00.001-03:00</published><updated>2005-10-26T16:31:48.893-03:00</updated><title type='text'>Contos da Terra Alta - Capítulo VI I/II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já passava da meia-noite. A lua cheia lançava sua pálida luz entre as árvores daquela densa floresta. A neblina adensava-se em uma macabra dança, enquanto o silêncio, brevemente entrecortado pelo piar de uma coruja, era o arauto do medo. Dois amigos, totalmente embriagados, perambulavam sem rumo neste cenário sombrio, totalmente alheios ao perigo que os cercava. Um deles, um magro alto, contava piadas sem graça para o companheiro, que tentava a todo custo fazer uma ligação num celular imaginário. Mal sabiam eles que caminhavam pelo sombrio cemitério clandestino da Terra Alta. Um lugar amaldiçoado por muitos e visitado por poucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O magro de repente tropeça em algo. O seu companheiro tropeça solidariamente. Com esforço, ele consegue enxergar um banco daqueles usados em praças e afins. Na verdade, ele tinha visto uma lápide, mas seu estado de alcoolismo não permitia fazer tais distinções. Num lampejo de lucidez, ele perguntou-se o que um banco estaria fazendo ali, no meio do mato. Como não conseguiu reaver o raciocínio, perguntou ao colega:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ô Zé (hic), pra que esse banco tá aqui (hic)?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ô seu imbecil (hic)! É pra nóis sentar (hic).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah é (hic)! Então vamo terminar (hic) a garrafinha de pinga que eu trouxe (hic).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim os dois se sentam e começam a esvaziar a garrafa ali mesmo. Quando a mesma chega na sua metade, um dos dois avisa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Peraê (hic)! Vou fazer uma ligação... – ao dizer isso, coloca sua mão em forma de concha na orelha – Alô? É o Djabo?! Já tô chegando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ele soubesse o quanto suas palavras eram verdadeiras, talvez nunca tivesse dito isto. Logo após, ele deixou derrubar a garrafa derramando o precioso líquido no chão. Após o descuido (que nem foi notado pelos dois), seu companheiro fez a seguinte proposta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei, Zé (hic)! Vamo vê quem (hic) conta a mintira mais braba??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rá! Ganho facin, facin (hic). Começa tu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá bom (hic). Teve uma vez que eu (hic) fui nadar no lago de tarde. Daí me deu um soooono (hic). Tirei um cuchilo dibaixo dágua mermu. Só fui acordá quando já tava de noitinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que mintira da porra, Zé!! – os dois se chamavam Zé – Ta pior que Você-Sabe-Quem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um relâmpago ilumina a noite e um trovão sinistro acompanha o simples mencionar do nome maldito. Uma coruja passa voando por ali perto. Os dois, alheios ao que acontecia, continuam a inventar mais histórias, sem saber que na verdade estavam despertando algo que devia ficar perdido para sempre ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tem outra boa (hic)!! Um dia desse, depois de um toró daquele brabo, cum truvão e tudo, fui dá um passeio nu mato. De repente ouvi aquele baruio estranho (hic). Cheguei perto da moita e o baruio lá, só chiando. Dei um tapa na moita e pá! Num é que tinha um raio preso lá dentro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste momento um raio cai entre eles, atingindo a lápide. Uma mão sai do solo e uma voz bradou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Essa história foi boa, mas tenho uma melhor!! BWHAHAHAHA!!!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem que tá falanu??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A adrenalina começou a pulsar nos dois amigos. Disputava o controle do corpo deles com o álcool. Enquanto discutiam, o medo ficou tomando conta dos dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então ele surgiu. Um ébrio cheiro de limão invadiu o ar, enquanto os dois tremiam diante a sua presença. Era simplesmente o pesadelo de todo autista, aquele cujo nome faz tremer muitos. Você-Sabe-Quem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- C-CORRE ZÉ!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não adianta escapar! Vocês vão escutar minha história!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-NÃÃÃOOO!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro deles (o que mandou recado para o diabo) foi uma vítima fácil. Não conseguiu escapar a tempo de beber o líquido maldito que estava em uma garrafa empunhada pelo Mentiroso e caiu morto no chão. O segundo correu o máximo que podia, mas não pôde evitar escutar a história de Você-Sabe-Quem. Foi uma mentira tão grande que fritou o cérebro do pobre rapaz (não citaremos a mentira por motivos óbvios). Você-Sabe-Quem ficou triste por ter que beber sozinho, mas fez uma promessa a si próprio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- BWHAHAHAHA!!! Já era tempo de retornar!! Que os autistas tremam, pois serei amigo de TODOS!!! BWAHAHAHAHA!!!!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim saiu rumo a um destino desconhecido. Um destino que com certeza influenciaria na vida de todos os autistas. A ameaça estava pairando mais uma vez sobre a Terra Alta. Quem poderia proteger os pobres autistas? Aguardem o próximo capítulo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16367174-113035510888438577?l=altoeplano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://altoeplano.blogspot.com/feeds/113035510888438577/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16367174&amp;postID=113035510888438577&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/113035510888438577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/113035510888438577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altoeplano.blogspot.com/2005/10/contos-da-terra-alta-captulo-vi-iii_26.html' title='Contos da Terra Alta - Capítulo VI I/II'/><author><name>Big_DJouse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653255779685769646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16367174.post-113027189659108322</id><published>2005-10-25T17:15:00.000-03:00</published><updated>2005-10-25T17:26:37.126-03:00</updated><title type='text'>Comentários anônimos nunca mais!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Bem, já que temos idiotas visitando este blog que não sabe usar os recursos que têm em mãos, decidi remover a possibilidade de se comentar como anônimo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Mas como vou te encher o saco agora, Juba?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Não se desesperem. Pra você, que quer comentar no nosso blog e continuar falando asneiras, ainda há uma forma. Primeiro, se quiser preservar seu anonimato, crie um e-mail falso. Tem muitas opções de e-mails gratuitos por aí, que aceitam qualquer bobagem como dados cadastrais. É só procurar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criou o e-mail? Beleza! Agora é só criar um cadastro no blogger.com. A partir daí você já pode comentar, não como anônimo, mas sim com um pseudônimo. Ahá! Sacaram a jogada? Vamos, pelo menos, dividir os anônimos em categorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, e não reclamem. Fazer um cadastro no blogger.com não dói, só dá trabalho. É o mínimo que vocês devem fazer para pagar as pentelhações que irei sofrer futuramente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado a todos, até mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS.: Antes que me peçam, já estou trabalhando no capítulo VI I/II. Por favor, não me amolem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16367174-113027189659108322?l=altoeplano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://altoeplano.blogspot.com/feeds/113027189659108322/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16367174&amp;postID=113027189659108322&amp;isPopup=true' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/113027189659108322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/113027189659108322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altoeplano.blogspot.com/2005/10/comentrios-annimos-nunca-mais.html' title='Comentários anônimos nunca mais!'/><author><name>Big_DJouse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653255779685769646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16367174.post-112974305126390626</id><published>2005-10-19T14:27:00.000-03:00</published><updated>2005-10-19T14:48:06.460-03:00</updated><title type='text'>Contos das Terras Altas - Capítulo VI  (Agora sim!)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira coisa que Frôxo e Blue trataram de fazer foi contratar um guia. Só que, depois de passar seis dias a procura de alguém para levá-los com segurança ao Paul, eles estavam a ponto de desistir. O dinheiro que Blue conseguiu de Frô... da venda dos elefantes já estava se esvaindo. A única esperança estava em um vilarejo próximo, na qual eles ouviram rumores de existir um experiente guia vivendo por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao chegarem no vilarejo, os dois se surpreenderam com o tamanho deste. Era apenas uma rua, com uma mangueira em um dos terrenos baldios. Incrivelmente, era uma das vilas mais famosas das Terras Altas, a vila da Mangueira. O motivo de tanta fama nenhum historiador conseguiu explicar ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frôxo e Blue entraram na taverna mais próxima. Era uma taverna pobrezinha, que nem chegava a lembrar o luxo presente na taverna do Lunático. Os dois se acomodaram em uma mesa. Blue alertou Frôxo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha, não peça leite. Não queremos chamar atenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frôxo assentiu com uma série de risinhos nervosos. O taverneiro aproximou-se deles:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que vai ser?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Informação. Na verdade estamos aqui a procura de um nobre cavaleiro retirado, que agora trabalha como guia – ao dizer isto, Blue deixou uma moeda sobre a mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Barangorn? É, ele vive aqui sim. É só procurar a casinha no fim da rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Valeu, truta! Vambora, Frôxo. É hoje que a gente encontra o guia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, os dois foram em busca do ilustre cavaleiro-guia. Ao chegar na casinha, viram aquela figura trajando um chapéu de palha, palitando os dentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É por acaso vossa ilustre figura que se intitula, por mérito e honra, Barangorn? – disse Blue fazendo inúmeras reverências. Frôxo não entendeu nada do porquê de tanta formalidade. Ele não sabia que estava diante de uma das lendas da Terra Alta, aquele que um dia já foi chamada de Sir Barangorn, um dos mais nobres cavaleiros que pisaram aquele solo. Depois de um cutucão de Blue, ele também fez uma mesura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tou tim tinhô! Tem ta terenu falá cumigu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É o quê??!?!? Que foi que ele falou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Blue deu um tapa em  Frôxo e alertou-lhe num cochicho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cala a boca, idiota. Este homem pode matá-lo com um simples movimento. Ele já foi um dos grandes desta terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E ele não aprendeu a falar?? O que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frôxo não teve oportunidade de completar sua pergunta, pois levou outra tapa de Blue. Este por sua vez, dirigiu-se a Barangorn, com toda a adulação que lembrava de possuir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ó grande e honrado que-uma-vez-foi-mas-sempre-será ilustre cavaleiro das Terras Altas, salve, salve! Viemos nós aqui, eu e este imbecil, humildemente pedir-vos a vós que por sua graça e incontestável senso de justiça e caridade, nos auxilie e ajude a encontrar uma criatura que vive nos pântanos do Paul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tinte mueda de ôro*.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meu preçu. O tinhô acha qui trabaio de grata?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas, mas... e toda aquela história de honra, caridade, e tal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tou honrádu, mai num tou burro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O senhor parcela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Podi te, tim tinhô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ótimo. Frôxo, cadê seu cartão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ué, pensei que você tivesse dinheiro suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não discute. Traz ele aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ta bom, tá aqui, toma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez que o pagamento foi efetuado, Barangorn tratou de fazer os preparativos da viagem. Depois de reunir os mantimentos, foi a vez de reunir as armas. Afinal, nunca se sabe quando se precisará de uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ispere aqui, qui vou pegá umas armatura e ispata de mítil pá nois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Armadura e espada de quê ele disse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mithril**.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mithril?? Caraca!!! Ele tem arma de mithril aqui???!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de todos os preparativos prontos, os três partiram em viagem. Não tardou muito para que se metessem em mais confusão, mas isto é história para um outro capítulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* moedas de ouro: umas das unidades monetárias utilizadas nas Terras Altas. Correspondem cada uma a, mais ou menos, R$ 1.000,00. Lógico que esta conversão sofre diversas flutuações, fruto da economia autista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;** mithril: material extremamente resistente e raro, considerado ainda mais duro que o diamante, embora seja extremamente leve. Muitos acham que se trata de um minério raríssimo, enquanto os mais esotéricos afirmam que ele é extraído das escamas de um dragão. Na verdade, o mithril é uma iguaria da culinária autista. É nada mais que raspas de quenga de côco, assadas com farinha de mandioca e diversos condimentos típicos dos autistas. Depois de uma semana, ela fica tão dura que é praticamente inquebrável. Isto explica o porquê da sua raridade. Ninguém agüenta esperar uma semana sem comê-la. É normal qualquer ferraria que trabalhe com mithril falir, por simples falta de material. Isto explica também a surpresa de Frôxo quando soube que Barangorn tinha armas forjadas em mithril na sua casa. Sua reação deve-se, em segundo lugar, por saber quão raro é o mithril e, em primeiro lugar, por estar faminto na hora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16367174-112974305126390626?l=altoeplano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://altoeplano.blogspot.com/feeds/112974305126390626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16367174&amp;postID=112974305126390626&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/112974305126390626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/112974305126390626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altoeplano.blogspot.com/2005/10/contos-das-terras-altas-captulo-vi.html' title='Contos das Terras Altas - Capítulo VI  (Agora sim!)'/><author><name>Big_DJouse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653255779685769646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16367174.post-112846469312701869</id><published>2005-10-04T19:20:00.001-03:00</published><updated>2005-10-04T19:24:53.136-03:00</updated><title type='text'>Contos da Terra Alta - Parte V</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Frôxo se perguntava como pôde ter desconfiado de Blue Jazzitos. O luxuoso quarto em que eles descansavam agora era prova da honestidade e boa índole do rato. De início, Frôxo ainda teve a coragem de pensar que Blue Jazzitos estivesse pagando aquele quarto para eles com o dinheiro que havia roubado da sua carteira. Mas tranqüilizou-se ao saber que se tratava da comissão que Blue havia recebido por vender dois elefantes alados cor-de-rosa a um alemão anão dono de um circo romeno. Frôxo nunca tinha visto alguém com tamanho desapego por dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Com as dúvidas esclarecidas, Blue Jazzitos explicou-lhe o plano que tinha em mente. Na verdade, ele estava procurando um lugar lendário, conhecido como “A Preaca”. Conforme rezava a lenda, lá um homem podia viver o resto da sua vida em luxúria constante. Não havia como Frôxo continuar invicto neste lugar. Blue Jazzitos dissera-lhe que tinha provas da existência da “Preaca” e estava decidido a encontrá-la. Na verdade ele não tinha muitas pistas por onde começar, mas contava com a ajuda de Frôxo. Afinal, segundo ele, duas pessoas procurando é melhor que uma. Frôxo decidiu ajudar por dois motivos. Primeiro, era uma ótima oportunidade para conhecer a Terra Alta. Segundo, se havia uma possibilidade, mesmo ínfima, de que ele pudesse finalmente fazer sexo, ele teria que segurar a chance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;No dia seguinte, quando saíam da estalagem, uma figura curiosa veio falar com eles:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu soube que vocês estão em busca da “Preaca” – disse o baixinho esquisito, fazendo o sinal das aspas com as mãos. Não se podia ver seu rosto, já que usava um capuz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Blue Jazzitos ficou surpreso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Mas como é que você sabe do nosso plano? Eu não contei a mais ninguém!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Eu sei sabendo. Não importa, estou aqui para ajudar vocês.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Mas quem é o senhor? – Perguntou Frôxo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Uskabba San Safadu Dimás, às suas ordens – respondeu o baixinho encapuzado, fazendo uma mesura.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Não interessa quem ele é! Como foi que você soube? Desembucha! – Blue Jazzitos não parecia mesmo querer demonstrar sinais de confiança.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Como eu disse, isso não importa. Só estou aqui agora para lhes dar uma dica. Existe alguém que uma dia esteve na “Preaca” – outra vez o baixinho encapuzado fez o sinal das aspas com as mãos – Ele pode servir de guia à vocês.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Frôxo estava interessado:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Ah, é? E onde a gente encontra ele?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- No pântano do Paul. Ele já não lembra mais seu próprio nome, mas atende pela alcunha de Gózzum.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Gózzum? – Blue ficou pensativo. Já tinha escutado esse nome em algum lugar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Isso mesmo. Muito cuidado, pois o Paul é a morada de Flautulos, o Fedorento. Se eu fosse vocês, contrataria alguém para levá-los com segurança até lá.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Nunca vi alguém dizer tanta besteira. Gózzum, Flautulos, Paul. Esse cara tá mentindo. Vamos embora, Blue - &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Frôxo segurou o braço de Blue Jazzitos e começou a arrastá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;- Espera, idiota. Já ouvi falar desse pessoal todo aí. Talvez o maluco esteja certo. Ô Uskabba, sabe como.... ué? Cadê ele?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;No momento de distração causado por Frôxo, o misterioso ajudante já havia desaparecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;-Tá vendo, seu imbecil? Agora o maluco desapareceu. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Bem, pelo menos temos uma dica. Vamos procurar pelo tal do pântano do Paul.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;br /&gt;- Fazer o quê, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim nossos heróis partiram para o Paul, com esperanças de encontrar com o tal Gózzum. Mal sabiam eles dos perigos que iam enfrentar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16367174-112846469312701869?l=altoeplano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://altoeplano.blogspot.com/feeds/112846469312701869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16367174&amp;postID=112846469312701869&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/112846469312701869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/112846469312701869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altoeplano.blogspot.com/2005/10/contos-da-terra-alta-parte-v_04.html' title='Contos da Terra Alta - Parte V'/><author><name>Big_DJouse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653255779685769646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16367174.post-112793089151514703</id><published>2005-09-28T14:57:00.000-03:00</published><updated>2005-09-28T15:08:11.520-03:00</updated><title type='text'>Leiam isto, suas Pacas!!!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Vejam bem seus desgraçados! Antes de me chamarem de mestre, senhor, iluminado, jedi ou qualquer outra denominação para minha humilde habilidade de beber, vocês deviam dar uma passadinha no Bregareia. Aquela festa sim, reúne todo os mestres da manguaça. Por exemplo, quando cheguei por lá, tinha um cara com 5 canecas no pescoço, voltando do hospital, de onde tinha acabado de tomar uma dose de glicose, indo para a festa novamente, para continuar a beber!! Vi até o furo da agulha no braço do maluco lá. E o maldito ainda teve raciocínio pra guiar a gente!! Se bem que não deu muito certo não, mas tudo bem. O que importa é que a gente vá conferir no próximo ano, para não dizerem por aí que minto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16367174-112793089151514703?l=altoeplano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://altoeplano.blogspot.com/feeds/112793089151514703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16367174&amp;postID=112793089151514703&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/112793089151514703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/112793089151514703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altoeplano.blogspot.com/2005/09/leiam-isto-suas-pacas.html' title='Leiam isto, suas Pacas!!!'/><author><name>Big_DJouse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653255779685769646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16367174.post-112723738161007121</id><published>2005-09-20T14:24:00.000-03:00</published><updated>2005-09-20T15:21:16.566-03:00</updated><title type='text'>Antes que me processem</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Aê, numa boa. Os personagens aí do Contos da Terra Alta são produtos fictícios, que não se espelham de maneira alguma com a realidade. Bem, pelo menos se espelham só um pouquinho. Eu só pego alguma história engraçada que rola pela galera aqui e transformo num personagem qualquer. Não quer dizer que fulano é a cópia fiel de Blue Jazzitos, ou sicrano é o Frôxo xerocado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Esclarecido isto, posso continuar as histórias tranquilo. Melhor se precaver, não é?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16367174-112723738161007121?l=altoeplano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://altoeplano.blogspot.com/feeds/112723738161007121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16367174&amp;postID=112723738161007121&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/112723738161007121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/112723738161007121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altoeplano.blogspot.com/2005/09/antes-que-me-processem.html' title='Antes que me processem'/><author><name>Big_DJouse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653255779685769646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16367174.post-112680941662443503</id><published>2005-09-15T15:35:00.000-03:00</published><updated>2005-09-15T15:45:23.496-03:00</updated><title type='text'>Contos da Terra Alta - Parte IV</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;-E VOCÊ? VAI QUERER O QUÊ??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frôxo começou a dar risinhos nervosos. Era uma reação natural que ele tinha a qualquer tipo de interação social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-EU CONTEI ALGUMA PIADA??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-N-não senhor! - Frôxo se surpreendeu com o tom firme da sua própria voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-POIS ENTÃO, TÁ RINDO DO QUÊ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-N-nada não, senhor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-ENTÃO PEÇA LOGO O QUE VAI QUERER, SEU IDIOTA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frôxo respirou fundo e falou de uma vez:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Quero um copo de leite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O som saiu fraco, quase inaudível. Moreno escutou bem o pedido, já que era treinado para escutar pedidos, mas não acreditou. Perguntou para se certificar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-CÊ PEDIU O QUÊ??!? UM COPO DE LEITE?!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-F-foi. – Respondeu Frôxo no mesmo tom de voz de antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ô, SEU IMBECIL! VOCÊ POR ACASO É MENINO PRA TOMAR LEITE?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-N-não, mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-ENTÃO PEÇA BEBIDA DE HOMEM, QUE TENHA ÁLCOOL. ONDE JÁ SE VIU!! SÓ FALTA DIZER QUE É AINDA VIRGEM...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, Moreno fez essa última observação para descontrair o lugar. Só que ele não contava com a inocência de Frôxo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-B-bem, na verdade, sou. – Disse entre mais uma crise de risinhos nervosos. O rato começou a rir. O homem alto estava bêbado demais para entender alguma coisa, por isso não riu. Moreno também não riu, pois ficou atônito. Pensou que Frôxo estivesse caçoando dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O QUÊ?!? VOCÊ TÁ BRINCANDO COMIGO É? SAIA DAQUI DONZELO! LOOOOGO, ANTES QUE EU QUEBRE SUA CARA!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frôxo saiu correndo. Pelo menos isso ele fazia bem. Quando achou que estava em uma distância segura da taverna, parou para recuperar o fôlego. Escutou então alguém gritar, distante:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ô donzelo! Pêra aê!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ia se preparar para correr, mas parou quando viu que era o tal rato gigante que estava na taverna. Decidiu, desconfiado, esperar para ver o que ele queria. O rato chegou, e passou um bom tempo para se recuperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você corre, hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como não escutou resposta, prosseguiu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Desculpa, eu não podia perder essa. Você é mesmo virgem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Sou – respondeu Frôxo, mais desconfiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rato começou a rir, segurando o estômago e apontando para a cara do Frôxo. E passou um bom tempo assim. Quando Frôxo, ainda desconfiado, achou que já tinha dado tempo o bastante, interveio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ei, você veio aqui só para rir de mim mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Hehe... desculpa, quase esqueci. Você esqueceu sua carteira lá. Toma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frôxo, bem mais desconfiado, pegou a carteira. De fato era a sua. Só que não tinha o dinheiro que lá estava antes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ei, meu dinheiro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Poxa, devem ter roubado lá na taverna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mas só tinha você e um bêbado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O ladrão deve ter sido bem rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frôxo ficou desconfiadíssimo. Algo lhe dizia que aquele rato estava mentindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Tá, então obrigado, acho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não tem de quê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Até logo, então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Espera aê, vou te ajudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu disse que vou te ajudar. Qual teu nome, ó donzelo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Frôxo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Um nome que vem bem a calhar, hehehe. Chamo-me Blue Jazzitos. Estou aqui para ajuda-lo a perder sua virgindade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-O quê? Sou virgem, mas ainda não sou viado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Você me entendeu mal, eu quis dizer que vou arranjar uma garota pra você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Como?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Não se preocupe, tenho um plano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frôxo nunca tinha ficado tão desconfiado em toda sua vida. Aquele rato queria lhe ajudar? Será que ele realmente era uma boa alma? Afinal ele o seguiu somente para devolver a carteira. Talvez tivesse mesmo boas intenções. O que ele devia fazer então? Aceitar aquela ajuda inesperada? Veremos no próximo capítulo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16367174-112680941662443503?l=altoeplano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://altoeplano.blogspot.com/feeds/112680941662443503/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16367174&amp;postID=112680941662443503&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/112680941662443503'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/112680941662443503'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altoeplano.blogspot.com/2005/09/contos-da-terra-alta-parte-iv.html' title='Contos da Terra Alta - Parte IV'/><author><name>Big_DJouse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653255779685769646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16367174.post-112603657516099077</id><published>2005-09-06T16:53:00.000-03:00</published><updated>2005-09-06T16:56:15.166-03:00</updated><title type='text'>Contos da Terra Alta - Parte III</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: verdana;"&gt;Vocês podem estar se perguntando: quando é que vai começar de fato a história? Agora que apresentamos a Terra Alta e alguns dos seus personagens, podemos narrar a saga de Frôxo Bolseiro e sua incrível aventura na destruição do Anel Alheio. E esta história não começa em um condado, como vocês poderiam imaginar, mas sim em uma taverna. Não qualquer taverna, mas sim a Taverna do Lunático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tal Taverna do Lunático é um dos poucos lugares decentes, pra não dizer o único, onde um autista pode comer e beber, embora muitos prefiram fazer tais coisas em suas próprias casas. O seu dono é um nem sempre tão simpático moreno chamado de... Moreno. Ele também acumula todas as funções no estabelecimento, desde a cozinha até a faxina. Por isso é que os pedidos na Taverna do Lunático demoram até mesmo semanas para serem atendidos, além do lugar ser uma imundície. E é por isso também que Moreno nem sempre é tão simpático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois voltemos a história então. Um belo dia, nosso herói Frôxo resolveu passear pela Terra Alta. Ele era um rapaz de bom coração e bastante inocente. Tão inocente que, mesmo nos seus 25 anos de vida, jamais teve contato físico com uma garota. Como foi dito antes, a saga deste invicto começou quando ele pôs os pés na Taverna do Lunático. Estava anoitecendo e o movimento ainda estava fraco. Haviam apenas um rato gigante vestido de bobo da corte, um homem alto, magro e completamente bêbado e um gordinho simpático que, pelo jeito que insistia no seu pedido, ainda não conhecia a forma que a taverna funcionava. Moreno tentava explicar-lhe pacientemente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-CAAAALMA! TÁ PENSANDO O QUÊ?!? SÓ PORQUE PEDIU SEU CACHORRO QUENTE HOJE...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Foi um hambúrguer...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-NÃO ME INTERROMPA! COMO EU IA DIZENDO, SÓ PORQUE PEDIU SEU CACHORRO QUENTE HOJE, NÃO SIGNIFICA QUE VAI COMER HOJE, TÁ ENTENDENDO?!?!? A GENTE NEM COBRA 10% AQUI, E VOCÊ AINDA EXIGE PRESSA NO PEDIDO?!? TÁ PENSANDO O QUÊ?!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-T-tá bom, volto o-outro dia, não tem pro-problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gordinho saiu antes que algo pior acontecesse. Frôxo engoliu em seco e foi sentar-se em uma mesa, o mais discreto possível. Esperava sua vez de ser atendido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16367174-112603657516099077?l=altoeplano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://altoeplano.blogspot.com/feeds/112603657516099077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16367174&amp;postID=112603657516099077&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/112603657516099077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/112603657516099077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altoeplano.blogspot.com/2005/09/contos-da-terra-alta-parte-iii.html' title='Contos da Terra Alta - Parte III'/><author><name>Big_DJouse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653255779685769646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16367174.post-112595303223275178</id><published>2005-09-05T17:43:00.000-03:00</published><updated>2005-09-05T17:43:52.236-03:00</updated><title type='text'>Contos da Terra Alta - Parte II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Já que tocamos no assunto, apresentemos Você-Sabe-Quem. Trata-se da criatura mais chata e mentirosa da Terra Alta. Ninguém sabe ao certo como ele surgiu. Acredita-se que tenha nascido do cruzamento de um disco voador com um gnomo, mas como toda história sobre ele, trata-se apenas de mera especulação. Logo quando chegou, fez amizade facilmente com todos os autistas, mesmo a contragosto de alguns. Não demorou muito para perceberem que ele se tratava de um belo pé no saco. O tipo de amigo que você propositadamente esquece de chamá-lo para uma festa em sua casa, mas mesmo assim ele aparece de penetra. De fato, Você-Sabe-Quem é tão incrivelmente inconveniente que, se alguém pronunciar seu nome por três vezes, ele irá materializar-se ao lado desse infeliz e não sairá até que conte uma maravilhosa história verídica vivida por ele.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;O nome Você-Sabe-Quem vem justamente dessa pequena praga. Os autistas decidiram proibir o uso do nome dele por, pelo menos, três gerações. A idéia era fazer todos esquecerem o maldito nome. Começaram então se referir a ele pela alcunha já mencionada. Mas mesmo assim, ainda há aqueles que conhecem seu verdadeiro nome e o guardam na memória, pronto para usá-los contra seus inimigos. Já houve casos de autistas que inadvertidamente recitaram um poema suspeito qualquer e tiveram que escutar as mentiras de Você-Sabe-Quem por um longo tempo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Pelo menos um talento pode-se dizer que o maldito tem. Contar mentiras. Você-Sabe-Quem é simplesmente incapaz de falar a verdade. Dizem que, se ele o fizesse, negaria sua existência. E ele explora esse talento para criar histórias que nem mesmo sua mãe acreditaria (tanto a sua quanto a dele). Para citar alguns exemplos, temos a clássica narrativa da pesca de um lampião aceso nas águas do Paúl, ou a incrível história do seqüestro dele por um harém. São histórias passadas por gerações, para que os autistas nunca esqueçam da sempre presente ameaça de Você-Sabe-Quem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16367174-112595303223275178?l=altoeplano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://altoeplano.blogspot.com/feeds/112595303223275178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16367174&amp;postID=112595303223275178&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/112595303223275178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/112595303223275178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altoeplano.blogspot.com/2005/09/contos-da-terra-alta-parte-ii.html' title='Contos da Terra Alta - Parte II'/><author><name>Big_DJouse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653255779685769646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16367174.post-112595293548141252</id><published>2005-09-05T17:41:00.000-03:00</published><updated>2005-09-05T17:42:15.483-03:00</updated><title type='text'>Contos da Terra Alta - Parte I</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Era uma vez um lugar fantástico, maravilhoso e extremamente chato chamado Terra Alta. Muitos desconheciam sua existência e os poucos que conseguiam chegar lá se arrependiam totalmente depois de poucos minutos. A terra era amaldiçoada por uma total falta do que fazer, que levava todos aqueles que pisassem seu solo à loucura. Por isso, e também por um malvado trocadilho, os seus habitantes eram conhecidos como autistas e surpreendentemente tinham um grande conhecimento da fantástica mágica que cercava aquele lugar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Não que a Terra Alta tivesse sido desde sempre mágica. Para falar a verdade, era um lugar desolado e totalmente normal, que não interessava a ninguém. Já nessa época, a maldição da falta do que fazer (chamada pelos autistas de “Maldição da Morgação Sem Fim”) assolava aquele mundo. Por motivos ainda desconhecidos dos historiadores locais, os primeiros autistas surgiram. Afetados pela maldição, tentaram preencher seus tempos desenvolvendo um curioso passatempo chamado de Fofoquiromancia, a misteriosa arte mágica da adivinhação da vida alheia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;A Fofoquiromancia foi usada tão exaustivamente na Terra Alta que acabou criando uma espécie de eco mágico no local. Lugares mágicos foram acrescidos, animais mágicos surgiram, plantas mágicas floresceram, conhecimentos mágicos afloraram, indústrias mágicas se estabeleceram e duas importantes conseqüências mágicas se abateram sobre os autistas. Tão importantes que viraram leis naturais. A primeira diz: “Não importa quão distante o autista esteja da Terra Alta, alguém sempre saberá o que ele fez”. E quanto mais vergonhoso foi o ato do autista em questão, mais rápido a notícia se espalhará pela Terra Alta. A segunda lei é proclamada pelos autistas com um simpático provérbio: “Se tu acenderes um fósforo ao leste da Terra Alta, tenhas certeza de que, ao oeste, todos saberão que incendiaste uma floresta”. Ou seja, todo autista aumenta, só um pouco, a história que escuta. Por isso que nunca se deve confiar em uma história contada por um autista. Há quem diga que a segunda lei é conseqüência da presença de Você-Sabe-Quem no lugar, mas os historiadores confirmaram que a lei existia muito antes dele. O mais aceito é supor que Você-Sabe-Quem (você ainda não sabe, mas saberá) foi atraído pela energia inverídica criada pela segunda lei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16367174-112595293548141252?l=altoeplano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://altoeplano.blogspot.com/feeds/112595293548141252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16367174&amp;postID=112595293548141252&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/112595293548141252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/112595293548141252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altoeplano.blogspot.com/2005/09/contos-da-terra-alta-parte-i.html' title='Contos da Terra Alta - Parte I'/><author><name>Big_DJouse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653255779685769646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16367174.post-112595277836780131</id><published>2005-09-05T17:31:00.000-03:00</published><updated>2005-09-05T17:39:38.366-03:00</updated><title type='text'>Novo blog, nova vida</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estamos recomeçando nossas atividades em um novo blog. O antigo estava com uns problemas de caráter administrativo (perguntem ao Sr. Patrick). Mudamos a gerência, criamos um blog mais limpo, eficiente, bonito e charmoso, mas com o propósito de sempre: contar as besteiras que correm entre o pessoal do bairro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou postar novamente os contos da Terra Alta aqui, para facilitar na hora de acompanhar as novidades. Quem ainda não sabe, os contos da Terra Alta é uma tentativa frustrada de unir as histórias fantásticas de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tolkien"&gt;Tolkien&lt;/a&gt; com o humor de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Douglas_Adams"&gt;Douglas Adams&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por último, mas não menos importante: se você é altiplanense, nem que seja de coração, mande um e-mail para que possa adicioná-lo aqui. Quanto mais desocupados preenchendo isso aqui, melhor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16367174-112595277836780131?l=altoeplano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://altoeplano.blogspot.com/feeds/112595277836780131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16367174&amp;postID=112595277836780131&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/112595277836780131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/112595277836780131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altoeplano.blogspot.com/2005/09/novo-blog-nova-vida.html' title='Novo blog, nova vida'/><author><name>Big_DJouse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653255779685769646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16367174.post-112594296256535903</id><published>2005-09-05T14:55:00.000-03:00</published><updated>2005-09-05T14:56:02.566-03:00</updated><title type='text'>Post Teste</title><content type='html'>Este aqui é um post teste. Ignorem por favor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16367174-112594296256535903?l=altoeplano.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://altoeplano.blogspot.com/feeds/112594296256535903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16367174&amp;postID=112594296256535903&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/112594296256535903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16367174/posts/default/112594296256535903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://altoeplano.blogspot.com/2005/09/post-teste.html' title='Post Teste'/><author><name>Big_DJouse</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01653255779685769646</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
